Sheep Inc Foto: Sheep Inc/Reprodução/JC

Sustentabilidade digital

No 'climão' que rola nas redes sociais hoje, com opiniões divididas sobre questões preocupantes sócio-ambientais e políticas, as marcas enfrentam desafios sem precedentes ao tentar travar um diálogo produtivo com seus consumidores. Não que antes tenha sido fácil comunicar com os diferentes públicos, só que agora, graças a onipresença digital-social e seu o vasto alcance de natureza viral, as marcas estão sob um novo microscópio global. O que fazer então? Ficar de fora dos grandes debates parece não estar adiantando. Muitas marcas têm se esforçado para navegar nas maiores e mais controversas conversas sem muito sucesso. No que depender do público, o convite ao posicionamento está feito. O lance é como fazer de forma correta, via redes sociais, entendendo que assumir posicionamentos estratégicos é sempre complicado quando se quer evitar reações adversas.
Por aqui, com tantos desastres ambientais seguidos na pauta do Brasil, é evidente que tem muito caldo para posicionamento de marca também. Aliás, já deveríamos estar mais ligados que temas associados ao meio ambiente são a bola da vez em todo o mundo. Não é à toa que marcas investem cada vez mais em sustentabilidade e transparência. Exemplos de ações criativas que beneficiam produtores, indústria e consumidores não param de surgir e são uma ótima oportunidade de comunicação. Segundo pesquisa realizada na Inglaterra, onde conscientização ecológica é mais latente, cerca de nove em cada dez pessoas afirmam que deixarão de comprar de marcas que não têm transparência quando o assunto é meio ambiente.
Exemplo disso é a inglesa Sheep Inc, que se intitula como a primeira marca de moda a se tornar carbono-negativa do mundo. Eles acabam de lançar uma ação inédita e tri criativa. A ideia de vender blusões acompanhados da adoção de ovelhas está dando o que falar. O suéter de lã Merino produzido por eles e vendido on-line, possibilita aos clientes que compram a adoção de uma das ovelhas que vivem na fazenda onde lã é produzida. Atualizações diárias sobre a vida da ovelha (como sua saúde, quando é cortada ou quando dá à luz) são compartilhadas regularmente com o comprador. A empresa também planeja investir 5% da receita total em vários projetos ligados a biodiversidade para compensar o impacto de carbono de sua produção de roupas. ADOREI.
Já por aqui, marcas como a Renner e a Melissa também tomaram parte nesta conversa. A Renner, por exemplo, é a única varejista brasileira a integrar o Índice Dow Jones de Sustentabilidade em 2019 – ranking das empresas mais sustentáveis do mundo. A marca ocupa o oitavo lugar, entre as 11 do setor do varejo, que inclui ainda companhias de moda e eletrônicos. O índice é uma referência para os investidores e avalia o desempenho das companhias no âmbito da sustentabilidade, levando em conta os aspectos econômico, ambiental e social. Já a Melissa, da Grendene, iniciou a coleta de calçados usados, que serão reciclados e transformados em novas sandálias justamente no dia do Consumo Consciente. Além disso, esvaziaram as prateleiras e suspenderam por 24h as vendas em todas as lojas do mundo. É isso: ação + sustentabilidade + comunicação digital. O planeta e os consumidores agradecem.
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