Leonardo Pedrozo tem como sócios na startup Birdi os irmãos Graf Leonardo Pedrozo tem como sócios na startup Birdi os irmãos Graf Foto: /Guilherme Pech/Divulgação/JC

App faz ponte para serviços domésticos

Plataforma tem cerca de 1 mil usuários e 300 profissionais cadastrados

Consertar um encanamento, instalar um ar-condicionado ou até mesmo trocar um chuveiro são tarefas domésticas que podem ter urgência, mas encontrar um técnico experiente, às vezes, leva tempo. Foi depois de passar por essa situação que o programador Leonardo Pedrozo, 29 anos, idealizou um aplicativo para agilizar essa busca. Em parceria com três irmãos da mesma família, os gêmeos Régis e Roger, 29, e Renan Graf, 26, também programadores, Leonardo desenvolveu a Birdi, startup incubada no Tecnosinos há um ano.
A identidade da plataforma, que já tem cerca de 1 mil usuários, é inspirada no pássaro João-de-Barro e criada a partir da tradução de duas palavras: "Birdie" (passarinho) e "Bee" (abelha, que remete a "trabalhadora"). A junção dos termos, "Birdiebee" (passarinho trabalhador), resultou no nome Birdi.
O aplicativo reúne cerca de 300 técnicos autônomos de conserto, instalação ou assistência. São mais de 20 tipos de serviços oferecidos. Entre eles, pintura, reforma, jardinagem, vidraçaria, mecânica e até saúde e beleza. Elétrica e hidráulica são as demandas mais populares.
Ao solicitar o serviço, o usuário visualiza no mapa os profissionais que estão próximos do seu endereço, de forma semelhante aos apps de transporte. O cliente pode detalhar sua necessidade, inclusive com o envio de foto, para então receber diferentes orçamentos em tempo real.
A ideia, no futuro, é padronizar os preços para cada serviço, salvo nas promoções que a plataforma realiza. Hoje, 18% do valor de cada serviço ficam para a startup e o restante vai para o profissional. "Através do aplicativo, nós damos fluxo e movimento para eles", comenta Leonardo. O download e o cadastro são gratuitos, tanto para usuários quanto para profissionais.
Um dos desafios da startup, avalia Leonardo, é mudar a cultura das pessoas, que no geral priorizam chamar um conhecido para resolver um problema no lar. Para quebrar essa lógica, o empreendedor enfatiza que os critérios de seleção dos técnicos são rígidos. "Verificamos se o profissional tem ficha criminal e se possui residência fixa, tanto para a segurança do usuário como para a nossa", explica. Além disso, o técnico deve comprovar que possui experiência e formação na sua área. A avaliação do serviço pelo cliente no aplicativo também é levada em conta. Para Leonardo, uma startup é tentativa e erro. "É uma empresa que tem uma ideia, mas não um produto. Essa ideia é lançada no mercado até voltar adaptada em um produto", destaca. "Tanto a universidade quanto os colegas de porta ajudam, nos colocam em eventos e em contato com investidores."
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