Ericles Raymundo da agroindústria familiar Ferreiro Sabores Ericles Raymundo da agroindústria familiar Ferreiro Sabores Foto: /FERREIRO SABORES/DIVULGAÇÃO/JC

Mudar o foco pode gerar mais faturamento

Aos 24 anos, o técnico agrícola Éricles Raymundo não pensa em um futuro profissional longe do campo, onde foi criado. Proprietário, ao lado dos pais, da agroindústria familiar Nossa Casa, de Passo Sobrado, criada em 2013, o jovem comenta a decisão de mudar o reposicionamento da marca após analisar o feedback dos clientes.
Além da renovação visual, apostando em embalagens e rótulos mais modernos, o empreendimento trocou o foco da produção de goiabada e chimia para uma linha de molhos e itens diferenciados. Nesta entrevista, Éricles comenta a importância de estar atento ao parecer do consumidor inclusive no setor da agroindústria familiar.
GE - Quando surgiu a ideia de repaginar a agroindústria?
Éricles Raymundo - Fomos participando de feiras, observando a preferência dos clientes. Até que, em 2018, paramos para analisar que não tínhamos o resultado desejado. Começamos do zero uma marca nova, com produtos especiais. Éramos mais focados em fazer goiabada, chimias e algumas geleias. Parte delas mantivemos, principalmente as com pimenta. Estamos indo para uma linha de molhos e estudando alimentos diferenciados.
GE - Como foi a pesquisa para chegar à nova marca?
Éricles - Busquei referências e participamos de oficinas de geleias em Porto Alegre. Encontrei, ainda, um amigo que se ofereceu para ensinar receitas de molhos. Através dele, conheci o designer que desenhou a nova marca, renomeada como Ferreiro Sabores. Desenvolvemos pensando em atingir o público mais jovem e agora me sinto mais representado.
GE - Já percebeu algum resultado depois dessa iniciativa?
Éricles - Estreamos em junho, na Festa das Cucas, em Santa Cruz do Sul e tivemos um gostinho de como seria. Ficamos mais animados com a Expointer. Conseguimos aumentar o faturamento na última edição em 50% a mais que no ano anterior, quando expusemos com a marca antiga.
GE - Como foi o início do negócio?
Éricles - Minha família sempre plantou fumo e, em 2009, meu pai quis trabalhar com outra coisa. Ele começou a cultivar goiaba. Como a produção começou a ser maior do que conseguíamos vender in natura, fizemos a agroindústria. Eu e minha mãe sempre ajudamos, somos só nós três, o que é complicado.
GE - Há planos de expansão?
Éricles - Vendemos, por enquanto, na região e em feiras. Queremos ir para a Capital, mas precisamos encontrar parceiros, não conseguimos abraçar tudo sozinho.
 
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