Expointer 2019 - Agricultura familiar, produtora Marejane Dall'ondel de Toni. Geleia de café. Marejane lançou a geleia de café durante a Expointer Foto: JACKSON CICERI/ESPECIAL/JC

Produtores inovam e levam geleia de café e queijo em conserva para a Expointer

Os quitutes podem ser encontrados no Pavilhão da Agricultura Familiar, em Esteio

Desenvolvida para harmonizar com queijos, uma geleia de café está estreando na Expointer este ano. A produtora Marejane Dall’onder de Toni, da agroindústria Casa da Serra, de Bento Gonçalves, lançou a novidade após pesquisas.
Marejane foi desafiada a criar a iguaria pois um de seus pontos de venda, na Serra, é a Casa do Queijo, nos Caminhos de Pedra. Como a recepção por lá deu certo, resolveu levar o item para o Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. “Nos primeiros três dias, vendemos quase 30 potes”, conta ela. O valor na feira é de R$ 15,00 para 245g.
O café, moído na hora da produção por Marejane e suas duas filhas, vem do Mato Grosso. “Levei um baile para acertar o ponto da receita”, confessa a empreendedora.
Em Bento, ela está construindo uma loja, também nos Caminhos de Pedra, perto da Casa da Ovelha. No local, que deve ser inaugurado dentro de seis meses, pretende vender as geleias, vinhos e café colonial. Até o fim da Expointer, o doce com café pode ser encontrado no Pavilhão da Agricultura Familiar.

Queijo no pote de azeite

Expointer 2019 - Agricultura familiar, produtora Anekeli Ertmann , queijo. A produtora Anekeli Ertmann criou o queijo colonial em conserva Foto: JACKSON CICERI/ESPECIAL/JC
Ao participar de uma feira em Porto Alegre, em dezembro, Anekeli Ertmann foi avisada que teria que levar um produto diferente para expor. Através de pesquisas e de testes com amigos, ela chegou ao resultado final: queijo colonial em conserva. “Já tinha visto queijo de leite de cabra em conserva. Por que não com queijo colonial?”, indaga. Segundo a produtora, o processo consta em picar o queijo e colocá-lo em uma mistura de 60% de azeite de oliva e 40% de óleo de girassol.
“Não é preciso deixá-lo em banho-maria”, acrescenta. “O azeite pode ser reaproveitado em saladas, fica saborizado”, indica. Outra vantagem apontada é que o queijo não seca, prolongando a durabilidade.
O item, de acordo com a produtora, tem feito sucesso no Pavilhão da Agricultura Familiar, na Expointer. Em apenas três dias de evento, ela contabiliza a venda de 72 unidades, a R$ 30,00 cada. Por enquanto, além das feiras, o queijo colonial em conserva pode ser encontrado na cidade de Riozinho, onde fica a agroindústria JCA Derivados de Leite, na qual o marido de Anekeli cuida do gado leiteiro.
A JCA foi criada há três anos pelo casal para ser uma opção de sucessão para que os três filhos não deixassem o campo. “Assim eles têm como permanecer”, revela.
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