Camisetas passaram de peças para usar por baixo a objetos de desejo Foto: DIVULGAÇÃO/JC

De básicas não têm nada

Fundamentais, as t-shirts são indispensáveis e certamente as peças mais democráticas do nosso guarda-roupa. Na verdade, a história da camiseta começou lá no século passado, quando elas eram usadas como peça de baixo, nos tempos da I Guerra Mundial. De lá pra cá, estamparam movimentos, viraram símbolos de rebeldia dos galãs norte-americanos, foram usadas combinadas com jeans e tênis pelos ídolos da música e fizeram história. Mas foi lá no início dos anos 1990, quando passaram a ser assinadas por grandes grifes, que as camisetas mudaram de patamar. Nesta época, as "T-s" tiveram também o seu valor modificado, e passaram de basiquinhas para super chiques.
Elevadas a objeto de desejo por conta das marcas famosas, as camisetas ganharam novas finalidades e passaram também por uma modificação estrutural, tanto de materiais (que antes eram eminentemente de algodão), quanto de modelagem. No mundo dos esportes, por exemplo, as camisetas de hoje se encontram com a tecnologia quando o assunto é performance, flexibilidade, durabilidade e absorção. Já no mundo da moda o lance é a sofisticação dos novos materiais, como Modal e Viscose Premium e Linho, e as modelagens do tipo alfaiataria, por exemplo. Embarcando nessa onda, duas marcas de camiseta gaúchas têm chamado a atenção no cenário nacional.
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A Lemon Basics nasceu em 2014, em Porto Alegre, com o propósito de ressignificar o básico. Ideia bem sucedida da empresária Samanta Piacini, que começou vendendo apenas on-line, hoje já conta com uma pop up store no badalado shopping paulista Cidade Jardim e outra operação em Londres, na loja Blaiz Boutique, em plena Kings Road. O luxo básico, conceito da Lemon, é visivelmente identificado pelo acabamento das peças, a escolhas de cores - sempre de acordo com a cartela da estação, a qualidade de materiais. Outro fator importante para a marca bombar são suas consumidoras: 10 entre 10 influenciadoras usam, recomendam e amam a Lemon Basics. Notícia melhor não poderia ter!
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Pensada para ser um DNVB (Digital Native Vertical Brand), a Kali, da empresária gaúcha Juliana Forster, só é vendida online, e sua fundadora acredita que o lifestyle de quem usa é mais importante que a peça em si. Tanto que foi depois de ter passado um tempo morando na Califórnia, que a ideia de ter uma marca de camisetas que pudesse ser usada tanto no dia quanto na noite, surgiu para a empresária. "A Kali é uma mistura de Casual Chic com a vibe californiana”, adianta Ju. Todas as peças têm modelagem confortável e são sensuais no limite. Algumas até possuem uma lavagem mais "podrinha", como as das calças jeans estilo destroyed - o que garante um charme extra para a Kali e suas consumidoras.
Pelo visto, além de nada básicas, as camisetas trilham um caminho fértil, com diversas alternativas, onde inovação e negócios caminham juntos. As t-shirts ainda vão ter muita história para contar.
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