Entender as funcionalidades do facebook pode ser um grande passo para os negócios Entender as funcionalidades do facebook pode ser um grande passo para os negócios Foto: William Iven

Como as leis de proteção de dados impactam os usuários do Facebook

A rede social de Mark Zuckerberg esteve no centro de algumas das discussões mais recentes sobre a utilização de dados dos usuários para fins de pesquisas de comportamento.
Desde o caso Cambridge Analytica – no qual a instituição utilizou de forma indevida dados dos usuários para definir perfis de eleitores, utilizados nas eleições presidenciais dos Estados Unidos – a reputação do Facebook passou a ser questionada. Em 2018, um estudo feito pela agência de notícias britânica Reuters em parceria com o Instituto Ipsos, mostrou que menos da metade dos norte-americanos confiava no Facebook, no que diz respeito às leis de privacidade.
Um breve resumo das leis de proteção na Europa e no Brasil
A GDPR é uma regulamentação voltada a empresas que trabalham com dados pessoais de indivíduos que estejam na União Europeia. Ela entrou em vigor no ano de 2018, mais precisamente em maio. Esta lei se aplica a toda empresa que processa dados de pessoas da UE.
Se você leu "processa dados de pessoas da UE" e ficou tranquilo porque você não está nesse grupo, não se preocupe, pois aqui no Brasil também temos uma lei de proteção de dados para chamar de nossa. Ela foi sancionada também em 2018, pelo ex-presidente Michel Temer, mas passa a valer apenas em 2020.
Voltando ao Facebook
O Facebook utiliza os dados dos usuários para otimizar os anúncios realizados por empresas que utilizam a rede social. Como essas empresas utilizam o Facebook para promover suas marcas, é claro que elas também devem se atentar aos métodos utilizados ao captar e gerenciar dados do público.
O que muda para os usuários
A rede social passa por algumas mudanças, todas com o objetivo de facilitar ao usuário o acesso aos seus dados e dar opções para que ele possa definir quais informações ficarão disponíveis para uso.
Depois do caso de Cambridge Analytica e com a chegada da GDPR, o Facebook (assim como todas as empresas que gerenciam dados de terceiros) precisou revisar suas práticas. Recentemente, o Facebook anunciou o recurso Clear History, que garante aos usuários a oportunidade de remover dados pessoais da rede social.
O que muda para as empresas
A recomendação do Facebook para empresas que gerenciam dados é que elas se responsabilizem pela conformidade com as leis de proteção, podendo assim seguir utilizando as plataformas de publicidade da mesma forma. Como já falamos por aqui em outras oportunidades, deixar claro para o público quais são seus interesses ao solicitar determinadas informações já resolve boa parte dos problemas.
Um exemplo de como trabalhar essa transparência é exibir, no seu site, algum tipo de notificação solicitando a utilização dos dados para outros tipos de comunicação. Em formulários de cadastro, por exemplo, um texto explicando quais ações serão realizadas pode ajudar.
Caso você utilize algum tipo de ferramenta para automatizar sua comunicação, é possível inserir, no formulário, um campo para que o usuário indique quais tipos de comunicação deseja receber.
Sobre as ferramentas do Facebook
As ações de gerenciamento e captação de dados no Facebook passam por duas ferramentas:
1 - Custom Audiences
Se você faz anúncios no Facebook, já deve ter ouvido falar deles. Este tipo de público pode ser composto por uma lista de emails importada para o Facebook, que receberá as divulgações da sua marca.
Outra opção de público são os Públicos Semelhantes (Lookalike Audiences). Este tipo é gerado a partir da importação de contatos no Facebook. Depois de importar a lista de emails, o Facebook identifica pessoas com interesses relacionados aos dados contidos no arquivo importado.
2 - Facebook Pixel
O Facebook Pixel possibilita a análise de mensuração de uma determinada campanha patrocinada. Essa verificação é feita a partir da inserção de um código nas páginas do seu site. A partir da inserção do código no site, você cria públicos para o seus anúncios com base em interações identificadas pelo Pixel.
Alguns exemplos de ações que podem ser feitas através da análise de interação:
Campanhas remarketing: tipo de ação voltada ao público que acessa uma determinada página e não toma nenhum tipo de ação no site, como cadastrar em formulários, por exemplo;
Rastreamento de conversões: o Pixel do Facebook analisa as ações realizadas pelo usuário enquanto ele acessa o seu site, como preenchimento de formulários para contato ou cadastro em newsletter;
Otimização de anúncios: realiza as conversões e identifica pessoas com perfis semelhantes às que já integram o grupo de usuários que realizaram alguma conversão no seu site.
Se quiser saber mais sobre as leis de proteção de dados, leia aqui.
Semanalmente, o pessoal da Dinamize dá dicas de marketing digital para os leitores do GE. Dúvidas e sugestões podem ser deixadas nos comentários ou em nossas redes.
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