Lucélia Souza é especialista em Gestão de Pessoas - Docente, coach profissional, palestrante e consultora na Organizzare Desenvolvimento Integrado de Pessoas Lucélia Souza é especialista em Gestão de Pessoas - Docente, coach profissional, palestrante e consultora na Organizzare Desenvolvimento Integrado de Pessoas Foto: ARQUIVO PESSOAL/JC

A liderança resiliente

Ser líder tornou-se uma árdua tarefa nos últimos anos. A liderança, além da visão sistêmica, necessita estar à frente das tomadas de decisões, precisando lidar com as problemáticas oriundas da gestão de pessoas. E, para gerir pessoas, como bem se sabe, não existe fórmula mágica, receita pronta.
Lidar com diferentes perfis profissionais, remete ao líder um esforço diário e contínuo no que se refere à compreensão do comportamento humano e dos percalços inerentes a isso. Para Hunter (2006), o papel do líder é encorajar as pessoas a partilharem conhecimentos e experiências de forma a funcionarem como uma influência constante e positiva para quem está ao seu redor.
Exemplificando as colocações acima de uma forma contundente, o líder dos anos 1980 e 1990 não tem mais condições de seguir no mercado de trabalho. Pelo menos, não a mentalidade do chefe que tínhamos há três décadas. No início dos anos 2000, o novo milênio impactou rapidamente, não apenas nos aspectos tecnológicos da sociedade como um todo, mas na forma de gerir as organizações e, consequentemente, as pessoas.
As lideranças passaram a agir não mais como condutores de processo em primeiro grau, mas sim, agentes modificadores de pessoas. Chiavenato (1999) enfatiza que tratar as pessoas como recursos organizacionais é um desperdício de talentos e de massa encefálica produtiva. As lideranças que se conscientizaram e se conscientizam sobre essa possibilidade, melhoraram não apenas seus rendimentos, mas o clima organizacional e, sucessivamente, a motivação dos colaboradores.
Essa mudança de comportamento tem nome: resiliência. Esse termo pode ser definido como a combinação de adaptabilidade, flexibilidade e determinação. Em virtude dessa prerrogativa, a resiliência é uma das competências mais requisitadas pelas organizações. Os líderes que buscam o desenvolvimento desta competência tem capacidade de lidar com as dificuldades da esfera emocional de uma forma mais objetiva.
Os períodos de mudança são cíclicos, e para que não haja rupturas na estrutura da organização, os líderes resilientes agregam, pois sua capacidade de transformação e autoconfiança permite o desenvolvimento do clima de confiança nos colaboradores.
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