Benefício já é concedido por empresas públicas e algumas privadas Foto: FREEPIK/DIVULGAÇÃO/JC

Mãe é menos importante?

Quando engravidei, sem planejar, prometi a mim mesma que isso não me faria abandonar os meus sonhos. No entanto, precisei trancar a faculdade e deixar de trabalhar por um ano. Aos poucos, retomei as atividades. O mais difícil era que estava morando com a família, em outra cidade, a 100 quilômetros da universidade. Durante um semestre cheguei a pegar ônibus para Porto Alegre às 3h45min, para ter aula até à noite e retornar no outro dia, no ônibus das 5h. Estudei para uma prova de uma disciplina eletiva enquanto preparava os convites para o aniversário de dois anos da Alice, minha filha. A mesa era uma mistura de livros teóricos com Cinderela.
No entanto, sou apenas mais uma mãe que passou por desafios. Converse com a sua mãe e pergunte o que ela já fez por você? Tudo o que faço hoje tem um motivo maior. Quando alguém me questiona, com olhar assustado, como "deixo" a Alice para estudar, eu penso "por que o meu compromisso seria menos importante que o do meu namorado (pai dela)?".
Afinal, que mulher que nós dois queremos que ela se torne? Alguém que corra atrás e que não dê ouvidos a quem lhe chama de incapaz. Bem como eu fiz. Parte dessa possibilidade vem da rede de apoio que me ajudou muito a continuar. E é sobre apoio entre mães que fala nossa matéria central. Recomendo a leitura!
Giana Milani
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