Renata é vice-presidente do grupo  da Kopenhagem e Brasil Cacau Renata é vice-presidente do grupo da Kopenhagem e Brasil Cacau Foto: kopenhagen/DIVULGAÇÃO/JC

O desafio de gerir duas marcas para públicos distintos

Kopenhagen e Chocolates Brasil Cacau, do Grupo CRM, apostam em mercados diferentes

A Páscoa é um divisor de águas para as empresas que têm no chocolate o seu principal produto. Para o Grupo CRM, detentor das marcas Kopenhagen e Chocolates Brasil Cacau, a data representa 30% do faturamento anual. Neste ano, por exemplo, o grupo produziu cerca de 3,5 milhões de ovos. "A nossa expectativa é de fazer a melhor Páscoa dos últimos cinco anos. Em 2018, apesar de um cenário difícil, tivemos resultados muito expressivos. Fechamos o ano com faturamento de R$ 1,5 bilhão, 15% a mais do que o ano anterior", acredita Renata Moraes Vichi, vice-presidente do Grupo CRM.
Operando desde 1928, a Kopenhagen é conhecida por ter chocolates finos em sua cartela de produtos. "É uma marca bem-sucedida, sinônimo de qualidade, tradição e sofisticação. No mercado, somos referência graças ao nosso investimento constante em inovação, criação de novos produtos e relacionamento próximo com os consumidores. Tudo isso nos mantêm na liderança de chocolates finos", conta Renata. Com 91 anos de tradição, a Kopenhagen possui 390 lojas no Brasil e planeja, em 2019, inaugurar mais 40 unidades.
Apesar de ter uma marca consolidada em seu portfólio, o Grupo CRM criou, em 2009, a Chocolates Brasil Cacau para buscar um público diferente do consumidor da Kopenhagen.
"A Brasil Cacau surgiu através de um desejo meu de empreender algo novo. Sou muito inquieta e movida a desafios. Então, resolvi criar uma marca de chocolates com uma proposta bem diferente da Kopenhagen, que atendesse a um outro perfil de consumidor. Somos uma marca jovem, democrática, inovadora e divertida e o nosso público é formado por jovens adultos, de 25 a 35 anos, classe B/C." Em 10 anos de operação, a Brasil Cacau tem 380 lojas no País e deve abrir 60 novas unidades neste ano. Com fábrica em Minas Gerais e aproximadamente mil colaboradores em seu quadro, o grupo usa a mesma matéria-prima para produção nas duas marcas.
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"O que muda, além dos recheios, é o tempo de conchagem do chocolate, ou seja, o tempo que ele é processado. Na Kopenhagen, o chocolate bate no tacho cerca de 72 horas, já na Brasil Cacau, 24 horas", explica.
Para o grupo, o maior desafio de gerir duas marcas de chocolate com propostas distintas é entender as necessidades de cada consumidor. Na Páscoa, a grande novidade da Kopenhagen é a linha Exagero, que traz quatro versões de seus produtos com 70g a mais de recheio e em diferentes sabores: Ovo Exagero Palha Italiana, Ovo Exagero Nhá Benta Avelã, Ovo Exagero Pão de Mel e Ovo Exagero Frutas Vermelhas com Amêndoas. A Brasil Cacau aposta nos ovos recheados. Além dos sabores Brigadeiro e Dinda, que já estão no mercado, a marca lança o Ovo Gato Mia Trufado, o Ovo Churros e o Ovo Trufado com biscoito Negresco, em parceria com a Nestlé.
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