pg3 Vilson José Bocca, Banca 38, 65 anos de Mercado Púbolico - fernando albrecht.j Vilson José Bocca, da Banca 38, é o funcionário mais antigo do Mercado Foto: /FERNANDO ALBRECHT/ESPECIAL/JC

O Mercado Público em números

O Mercado Público de Porto Alegre é um dos símbolos da Capital, que completou 247 anos esta semana. O local, com 102 lojas em operação atualmente, sobreviveu a incêndios e, tradicionalmente, dá as boas-vindas a quem chega à cidade. Através de seus produtos típicos, expressa os hábitos dos gaúchos, sem deixar de acompanhar as tendências. Recentemente, inclusive, foram abertos no Mercado, instalado no coração do Centro Histórico, a Ciao Pizzaria e o Georges Pastel.

>> A operação mais antiga em atividade é o Gambrinus, fundado em 1889.
>> Circulam diariamente pelo Mercado, em média, 100 mil pessoas. Próximo a datas como Natal e Páscoa esse número chega a triplicar.
>> O funcionário mais antigo em atividade no Mercado é Vilson José Bocca, que atua há mais de 60 anos no Mercado Público e atualmente trabalha na Banca 38.
>> Trabalham no Mercado mais de 1,2 mil pessoas, o que faz com que seja um dos maiores empregadores por metro quadrado do Rio Grande do Sul.
>> Entre as décadas de 1920 e 1940, o Mercado foi sede de uma bolsa de valores, que mais tarde deu origem à Associação Comercial de Porto Alegre.
>> A diversidade de itens à venda no Mercado não se encontra em nenhum outro lugar de Porto Alegre. No local é possível encontrar desde ração para cachorro, barbearia, frutas e verduras frescas e diferenciadas, ervas, carne, artigos de religião e de delicatessen. Ou seja: dá pra fazer feira, comprar itens para um jantar especial, dar um up no visual e ainda curtir um belo almoço e lanche da tarde em bancas tradicionais.
>> No Mercado Público é proibido o autosserviço (registrado em regulamento), por isso uma das características é justamente o atendimento direto e pessoal. Isso faz com que os vendedores e atendentes se apropriem dos produtos e saibam passar informações e dicas relevantes aos consumidores.
>> No cruzamento central do Mercado Público está assentado o Orixá Bará, tido como protetor do comércio e guardião das casas e cidades. Crê-se que a longevidade do Mercado, apesar dos incêndios que sofreu, deve-se ao Bará, que protege o espaço, seus trabalhadores e transeuntes. Cabe ressaltar que são raros os assentamentos de Bará no mundo. Portanto, quem segue a religião, considera o local uma espécie de templo.
>> Em 1996, quando o Mercado passou por uma grande reforma, a equipe de engenharia tinha planejado passar alguns canos de tubulação pelo local onde está assentado o Bará. Duas máquinas que foram contratadas para o serviço pifaram e não foi possível fazer a instalação. Credita-se esse fato à energia do Bará, que “não quis ser removido do local”.
>> As quatro floras que existem no Mercado, possuem pontos fixos e estão localizadas nas “entradas”. O objetivo é que cada uma seja a primeira loja dos transeuntes vejam, sempre à esquerda de quem entra pelo corredor.
CLAITON DORNELLES /JC
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