Entrevista com Victoria Campos, artesã da marca de acessórios de carnaval Vic faz pra mim. A jornalista Victoria se apaixonou pela ideia do projeto próprio Foto: MARCELO G. RIBEIRO/JC

Jornalista aposta nos acessórios feitos à mão para o Carnaval

Victoria Campos aproveitou a folia e criou marca de tiaras e brincos carnavalescos

Vic, faz pra mim? Essa foi a pergunta que Victoria Campos, 23 anos, mais ouviu durante a preparação para o Bloco da Laje, no final de janeiro. Ela foi a responsável por fazer os adereços para as amigas, mas tudo era, como ela define, uma grande brincadeira. Com as fotos publicadas nas redes sociais, começaram a aparecer pessoas querendo encomendar os acessórios. Foi assim que a jornalista decidiu criar o Instagram @vicfazpramim para centralizar o trabalho e melhorar a comunicação com os clientes.
Em menos de 20 dias de trabalho, Vic produziu 52 tiaras decoradas, 33 brincos e ainda teve fila de espera. “Tinham meninas que queriam muito encomendar e não conseguiram, então expliquei para elas o que tinham que comprar e fazer para confeccionar a tiara”, conta. Apesar do negócio ter surgido para o carnaval, ela planeja continuar ao longo do ano. “Foi algo que eu me encontrei de verdade. Sempre achava meio clichê quando as pessoas falavam isso até que eu me vi fazendo uma coisa que me fazia ir dormir às 4h da manhã, mas eu ia dormir bem, porque eu gosto de fazer isso. Então eu pretendo dar continuidade, mas ainda não sei de que maneira vou fazer isso.”
MARCELO G. RIBEIRO/JC
Apesar do sucesso repentino, nem tudo foi confete e serpentina na breve trajetória como empreendedora. “Tive dificuldade de encontrar material de qualidade e estipular um preço. Mesmo sem um planejamento, eu vou conseguir tirar algum lucro, mas avaliando agora eu vejo que poderia ter tido um rendimento maior se tivesse me organizado mais esse pré”, avalia. A alegria característica da data deixou a experiência ainda mais positiva para Vic. “A euforia das pessoas foi o que mais gostei. Elas estão esperando muito por aquele momento. Então me mandam fotos com a fantasia completa, pedem opinião, foi uma troca muito legal.”
MARCELO G. RIBEIRO/JC
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