Sobre o Autor
Paulo Marcelo é CEO da Solutis

Foto: /arquivo pessoal/DIVULGAÇÃO/JC

Paulo Marcelo

CEO da Solutis

Pensar como startup é vital para um líder

Quando as startups começaram a surgir com força total, intimidando o mercado, até então preso ao topo da experiência e às tradições, muitos pensaram que poderia ser mais uma onda, uma bolha fadada a arrebentar, como tantas outras. Ou não seria?
De fato, muitas não sobreviveram ao primeiro ano de vida, mas as que vingaram mudaram e continuam mudando o curso da história no setor de tecnologia. Com uma ideia revolucionária na cabeça e uma estratégia na mão, muitas delas lideradas por jovens de pouco mais de 25 anos, derrubaram paradigmas. Como pode? Alguns se tornaram milionários e mudaram o comportamento da sociedade de maneira irreversível por meio da tecnologia.
Enfim, depois de sonos perturbados e indagações sobre os modelos de negócios praticados e como poderiam ser transformados (acredito que muitos CEOs passaram por isso), tive a certeza de que era preciso pensar como startup. Com uma especial vantagem: experiência na bagagem. Apesar de sempre procurar me reciclar, trocar ideias com meus sócios e em eventos-chave, que me faziam sentir seguro e confiante, fiz uma DR (Discutir Relação) comigo.
E, então, algumas questões me cutucaram a mente: o que tenho feito de realmente novo em minha trajetória de liderança para sair do lugar comum? Atingir metas de crescimento pode me acomodar a ponto de ser surpreendido com desafios de um futuro iminente para o qual preciso me preparar? Esse futuro que se esgueira a todo instante pelas brechas do meu dia a dia não deve me preocupar, e sim me impulsionar.
A cada inovação que surge no mercado, que transforma os hábitos das pessoas em todo o mundo, aprendo um pouco mais e leva a me reinventar constantemente, a ousar de forma mais destemida, como no início da minha carreira, munido da curiosidade adolescente. Assim, estabeleci um exercício diário: retomar buscas, compartilhar, mergulhar no conhecimento e ampliar o status da minha visão para além de 360°, observando com sensibilidade a óptica de profissionais de diferentes áreas, competências e habilidades, sem barreiras. Afinal, todos podem e devem somar algo ao ecossistema de negócios. Passei, portanto, a pensar como startup.
Essa transformação foi mágica e vital para minha atuação no mercado e me manter mais perto de startups, contribuindo para conhecer melhor e acelerar essas jovens empresas - um universo altamente instigante. O líder da era digital precisa ter cabeça de startup e a determinação de quem conhece os meandros desse mercado em franca transformação. Com energia total.
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