Bruno fala de programa de mentoria da Bayer, que recebe inscrições Bruno fala de programa de mentoria da Bayer, que recebe inscrições Foto: /Bayer/DIVULGAÇÃO/JC

Foco na diversidade

Bayer desenvolve programa de mentoria para apoiar e fortalecer empreendedores de grupos tidos como minorias.

Com o objetivo de reduzir as diferenças e aumentar as oportunidades de empreendedorismo, a Bayer criou o Programa de Mentoria de Empresas de Diversidade (Pmed). A atividade tem duração de um ano e funciona como uma mentoria extensiva para empresas nas quais mais de 50% do quadro de funcionários seja constituído por grupos afrodescendentes, LGBTs, indígenas, pessoas com deficiência e mulheres.
Na edição de 2019, há treinamentos nas áreas de agronegócio e sustentabilidade, comunicação digital e mídias sociais, diversidade, finanças, jurídico, marketing, melhoria contínua, recursos humanos, segurança do trabalho, supply chain, tecnologia da informação e vendas. As aulas são ministradas por funcionários e líderes voluntários da multinacional. Ainda dá tempo de se inscrever, pois o prazo encerra nesta quinta-feira.
Abaixo, Bruno Abreu, líder regional de compras da Bayer, explica detalhes do programa.
GeraçãoE - Com qual objetivo a Bayer criou o programa de mentoria para empreendedores?
Bruno Abreu - O programa foi lançado há quatro anos nos Estados Unidos, e está na terceira edição no Brasil. Apesar do surgimento em um país norte-americano, o Programa de Mentoria para Fornecedores de Diversidade (Pmed) da Bayer passou por um processo de adequação à realidade das pequenas e médias empresas brasileiras. Hoje, o objetivo da iniciativa é empoderar e capacitar negócios liderados por minorias, preparando-os para os processos de concorrência no mercado.
GE - Como foram escolhidos os grupos que têm acesso ao programa?
Bruno - Nós entendemos como empresas de grupos minoritários aquelas nas quais 51% do corpo diretório é formado por afrodescendentes, LGBTs, indígenas, pessoas com deficiência ou mulheres. Em linha com a nossa estratégia corporativa de trabalhar com as comunidades nas quais estamos presentes, a iniciativa também convida empresas localizadas em regiões próximas às operações da Bayer a se inscreverem. Nesse edital, nós estamos trazendo a perspectiva geracional, uma novidade da terceira edição do programa. Ao abrir o convite para essa minoria, temos o objetivo de trazer um tema que é muito discutido internamente na empresa como um importante pilar de inclusão e diversidade. Podem participar do Pmed jovens com idades entre 18 e 25 anos com grau de escolaridade incompleto e profissionais com mais de 55 anos, que estejam há um ano fora do mercado de trabalho.
GE - Quais desafios esse empreendedores que buscam a mentoria encontram no mercado?
Bruno - O principal desafio que podemos observar é que por não terem uma estrutura corporativa bem definida, essas empresas dificilmente conseguem competir de igual para igual com a concorrência no mercado de trabalho.
GE - Que mudanças o programa propicia para os participantes?
Bruno - Os resultados do programa são expressivos. Em relação aos benefícios concretos das empresas participantes, foi possível observar aumentos significativos nas oportunidades de negócio (47%) e no número de clientes, alcançado por 100% dos empreendedores que participaram desde a primeira edição da iniciativa no Brasil. Melhoria de processos, estruturação de cargos e responsabilidade social também são resultados de destaque para o programa. Até a segunda edição, que aconteceu em 2018, os números totais do Pmed mostram que 100% das companhias capacitadas pela iniciativa potencializaram o crescimento sustentável e 97% aumentaram as ações de sustentabilidade e diversidade. Por esse motivo, a Bayer acredita que investir em educação e empreendedorismo é o caminho para um futuro de mudanças positivas.
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