Entrevista com equipe do Projeto Retrô.
Na foto: Luciano Anjos da Rosa, Ezequiel Velleda, Samuel Sublate, Davyd Carrazzoni, Murilo Schuler e Daniel Rodrigues Gomes O produto é disponibilizado em formato de diversos consoles clássicos Foto: LUIZA PRADO/JC

Empreendedor aposta na nostalgia dos jogos de videogame

Projeto Retrô comercializa placa de emulação personalizada que reúne até 10 mil jogos antigos

Com o intuito de proporcionar aos amantes de jogos a sensação nostálgica de se aventurar nos simples gráficos dos primeiros consoles, Luciano Anjos da Rosa lançou o Projeto Retrô, em Canoas. O negócio comercializa consoles com placas de emulação que permitem a execução de até 10 mil jogos. “O objetivo sempre foi proporcionar aos outros aquilo que eu gostava na época”, orgulha-se ele.
Mesmo em um cenário com jogos de videogame avançados com gráficos ultrarrealistas e interação on-line, o empreendedor acredita que o Projeto Retrô proporcione a interação que não existe mais: a reunião familiar na frente da televisão. “São raros os jogos que permitem interação entre jogadores presenciais”, lamenta. Outro ponto que pesa, na visão de Luciano, é a sexualização e aumento de violência presentes nos jogos atuais. “Não sou contra a evolução dos consoles, tenho até alguns na loja ou guardados em casa. Mas tudo aconteceu graças àqueles risquinhos da década de 1970”, esclarece.
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“Quando os pais descobrem que existe o Projeto Retrô, querem proporcionar aos filhos e desvinculá-los dos jogos atuais”, conta Ezequiel Velleda, o Kafézinho, braço direito de Luciano - que o acompanha há 19 anos.
LUIZA PRADO/JC
A coragem para abrir a empresa veio da insatisfação de Luciano com o outro negócio que possui, uma empresa de aluguel de brinquedos para festas. Em maio de 2017, conheceu um sistema de emulação de jogos e, encantado pelas possibilidades que o sistema oferece, Luciano adquiriu um. Ao apresentar o produto a um amigo, não deu outra, o espírito vendedor falou mais alto: vendeu para o amigo. Na semana seguinte, comprou seis novas unidades e, em menos de uma semana, comercializou todos. Desse teste, viu a possibilidade de expandir. Criou a marca Projeto Retrô e comprou um lote de 30 unidades para começar, de fato, o negócio.
Para tornar conhecida a marca, Luciano realizou um trabalho forte nas redes sociais. Através de transmissões ao vivo feitas no Instagram e Facebook, criou o posicionamento e identidade da empresa. E, consequentemente, criou-se um relacionamento mais assertivo com o público alvo. Hoje, as redes sociais funcionam também para o pós-venda. Cerca de 90% dos clientes conhecem o Projeto Retrô através do Facebook.
LUIZA PRADO/JC
O Projeto Retrô possui, atualmente, cinco franquias, localizadas em Porto Alegre e região metropolitana - São Leopoldo, Canoas, Cachoeirinha e Gravataí. Luciano estuda, ainda, a possibilidade de expansão para as regiões da serra, interior e litoral do Rio Grande do Sul. Para ele, fazer com que o Projeto Retrô chegue mais facilmente aos clientes é o principal motivador para a abertura ao modelo de franquias. “Deixo de vender um pouco, mas estou facilitando para o cliente e reforço a marca”, entende.
Para o empreendedor, mais que o aporte financeiro para virar um franqueado (a partir de R$ 40 mil), é necessário ter identificação com o negócio, pois só quem viveu a época entende e tem algum sentimento por esses jogos pode tocar o Projeto adiante. “Meu produto vende-se por nostalgia”, entende.
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