Alexsander Vinicius da Silva é proprietário da 
7&SETE Consultoria em Gestão Desportiva Alexsander Vinicius da Silva é proprietário da 7&SETE Consultoria em Gestão Desportiva Foto: /ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO/JC

Esporte também precisa de gestão

Alexsander Vinicius da Silva é proprietário da 7&SETE Consultoria em Gestão Desportiva

Praticante de capoeira há três décadas, Alexsander Vinicius da Silva, 41 anos, percebeu que a falta de gestão é um problema geral que atinge grande parte dos esportes. Por isso, uniu o conhecimento adquirido como técnico de contabilidade às duas graduações na área da Educação Física e Gestão Desportiva e de Lazer para abrir a 7&SETE Consultoria em Gestão. A empresa administra a atuação de profissionais do esporte e prospecta novos clientes para eles. O empurrão para a abertura do negócio veio do curso Empreendedor Cultural, fornecido pelo programa RS Criativo, ministrado pela Agência de Fomento Social Besouro. Nesta entrevista, o capoeirista fala do desafio de trabalhar o esporte como um produto. Confira:
GeraçãoE - O que te fez enxergar no esporte uma fonte de renda?
Alexsander Vinicius da Silva - Sempre soube que o esporte não se limitava apenas às práticas, pois todos os anos os capoeiristas promovem eventos chamados "batizados", que demandam um trabalho muito sério nos bastidores, da fase de definição do local até a realização do evento, que requer muito trabalho e paixão. Ao ingressar no curso de Educação Física e no semestre seguinte no de Gestão Desportiva e de Lazer no IFRS campus Restinga, aprofundei meus conhecimentos, aliando à prática que eu tinha na Capoeira com o conhecimento teórico da universidade. Comecei, então, a entender as dimensões do esporte, o que significa esse mercado, as possibilidades de atuação e o que ele oferece para os profissionais: como trabalhar em academias, escolas de formação de atletas, marketing esportivo, gestão de carreiras, entre outras possibilidades. Mas vi na Gestão Esportiva uma área que eu conseguiria unir meus conhecimentos como técnico em Contabilidade, professor de Educação Física e gestor desportivo e de lazer. Pois para ser um bom gestor é preciso entender de questões administrativas, financeiras, marketing, gestão de pessoas, organização de eventos, entre outras habilidades e competências. Nesse momento, vi uma ótima possibilidade para empreender, pois identifiquei ótimas oportunidades.
GE - Qual foi a importância de ter uma consultoria especializada na formatação do negócio?
Alexsander - Mesmo com o conhecimento que adquiri nas duas graduações, ainda não estava totalmente seguro para encarar o desafio de abrir minha empresa. Quando me inscrevi no curso da Besouro, minha vida mudou. Através da metodologia By Necessity (por necessidade, em inglês), consegui todas as respostas para os meus problemas. O curso, desde o início, foi prático. Nele foi desenvolvida a ideia do negócio, a logomarca, o slogan, até a estratégia de captação de clientes.
GE - Quais os desafios que se enfrenta para transformar esporte em produto no nosso País?
Alexsander - O primeiro é o de quebrar paradigmas. Convencer os gestores esportivos, sejam eles profissionais ou amadores, das novas exigências do mercado. O "novo cliente" dispõe de menos tempo, exige mais qualidade, demanda mais opções customizadas e possui muitas informações. Portanto, o gestor precisa desenvolver o DOM (abreviatura de Disciplina, Organização e Método). Ele deve prezar pela excelência operacional, ter sob seu controle os destinos da organização, cultivar a reputação de sua marca e desenvolver valor ético para o seu negócio. O segundo desafio é desmistificar o entendimento sobre atitudes empreendedoras, habilidades de liderança, ambiente de inovação, liderança exponencial, ecossistema de negócios, upgradable e accountability. Com uma gestão séria e qualificada, os negócios esportivos no nosso País crescerão exponencialmente, trazendo cada vez mais desenvolvimento econômico e social.
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