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Elaine Martin, consultora de Famílias Empresárias e coaching da Tondo Consultoria Foto: //DIVULGAÇÃO/JC

Elaine Martin

Sociedade entre irmãos. É possível?

Consultora de Famílias Empresárias e coaching da Tondo Consultoria

Sabe-se que ter o próprio negócio, mesmo que signifique grandes desafios, é uma alternativa de crescimento pessoal e profissional que permite mais liberdade para trabalhar com o que se gosta. Os jovens têm buscado esse caminho. Unindo-se a colegas, amigos ou familiares na busca de solução para problemas da sociedade que, muitas vezes, se tornam bons negócios.
É muito comum ser questionada por esses mesmos jovens sobre como é ter negócio com o irmão. Existem muitas vantagens nesta parceria, como confiança, conhecimento do jeito de funcionar do outro, como lida com dinheiro, com as pessoas, com responsabilidade e com o comprometimento.
Entretanto, do papel de irmãos para sócios existe uma diferença significativa. Esta relação precisa ser pensada de forma racional. A saúde financeira do negócio e a relação familiar sofrem com possíveis disputas de ego, com o desrespeito nas conversas, com a incapacidade de escutar o outro, com a ocupação de um cargo que não tem a ver com seu perfil profissional, com a tendência de um irmão policiar o outro, com se deixar levar pela memória de fatos marcantes na família em discussões sobre assuntos da empresa.
Essas são algumas armadilhas que podem comprometer a relação no negócio. Quando irmãos dividem o "poder de mando" podem crescer muito como equipe, quando, individualmente, desenvolvem habilidades pessoais, complementares e outras que favoreçam a relação de ambos, superando rivalidades, demonstrando habilidade para trabalharem juntos.
Algumas vezes, conforme a complexidade da relação, faz sentido, por algum tempo, ter um profissional externo que os auxiliem no alinhamento das ideias, a negociar temas divergentes de forma ganha-ganha, ter melhor resultado de suas características profissionais, entre outras possibilidades.
Há mais de 10 anos atuando como consultora em empresas familiares, poderia citar muitas histórias que ilustram essa relação. O que se sabe é que estar disposto a compartilhar, a escutar, a divergir com respeito, ter o propósito de buscar pontos em comum e tomar decisões pelo consenso, cedendo, algumas vezes, pois, a concorrência deve estar fora da empresa e não entre os irmãos, é caminho para o sucesso.
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