Sai ou Fica Sai ou Fica Foto: JC

Consumo e Tecnologia:o que faltava saber sobre isso

O Jornal do Comércio e a ESPM-Sul, de Porto Alegre, desenvolveram, em conjunto, a pesquisa Consumo e Tecnologia, pensada para os leitores do GeraçãoE. O levantamento, realizado através de questionário on-line com pessoas entre 18 e 35 anos, buscou entender o comportamento de consumo atual. O período de coleta de dados aconteceu entre 17 de julho e 4 de agosto de 2018, com 291 questionários válidos. No que diz respeito ao gênero, uma maioria se identifica do sexo feminino (63,9%). Nestas páginas, você encontra um compilado de informações  importantes para quem empreende. O resultado completo está disponível em www.geracaoe.com. 
 

Sai ou fica?

Os consumidores ouvidos costumam utilizar mais frequentemente agências bancárias on-line do que físicas. E não tem o hábito de ir muito frequentemente a shopping centers.

Compra num clique

No que se refere à frequência de compra pela internet, constata-se que 96,5% dos entrevistados compram às vezes ou sempre.

Já no que tange a compras através do celular, observa-se que 81,8% o fazem com alguma frequência.

Loja física ou digital?

Constata-se que as lojas físicas ainda são a preferência de 57,4% dos entrevistados para realizarem suas compras.

Experimentar, tocar e a experiência da compra são os motivos apresentados para comprar na loja física.

Gosta ou não gosta?

Para conhecer mais o comportamento de adultos jovens, investigou-se o nível de concordância com algumas afirmativas. O maior índice de concordância foi com o fato que o entrevistado ou entrevistada pode assumir um cargo de chefia.

Quem influencia?

Foi questionado quem auxilia os consumidores no momento da compra. Neste sentido, há um destaque para os amigos e familiares. Este resultado pode ser explicado pela faixa etária jovem da amostra.

Transição bancária ainda está em desenvolvimento

Dennis Wang, VP da Nubank Dennis Wang, VP da Nubank Foto: /Zendesk/Divulgação/JC

Um exemplo de fintech que estourou no Brasil é o Nubank. Sem agência, sem taxas fixas e serviços por aplicativo, o banco digital praticamente dobrou de tamanho de um ano pra cá, acompanhando tendência apontada acima. A marca tem 4 milhões de clientes e taxas de crescimento de dois dígitos ao mês. "A gente sabia que havia uma dor no cliente, mas não imaginávamos que o boca a boca seria tão forte", contou o vice-presidente de operações do Nubank, Dennis Wang, em evento da Zendesk neste mês, em São Paulo.

Para abocanhar essa nova demanda, um dos pilares da fintech é o design de produto, que busca tornar o uso do app o mais facilitado possível. "A gente mostra com simplicidade e transparência o que é o Nubank. Começamos com jovens e agora temos vários clientes maiores de 65 anos", afirmou ele.

Loja física tem potencial de surpreender

Na Bamboletras, clientes têm livros ao alcance dos olhos e mãos Na Bamboletras, clientes têm livros ao alcance dos olhos e mãos Foto: /MARCO QUINTANA/JC

Embora o e-commerce tenha o seu espaço nos hábitos, lojas físicas prevalecem na preferência, aponta a pesquisa. O motivo é a localização e a chance de poder tocar e experimentar o produto. Milton Ribeiro, dono da Livraria Bamboletras, no centro comercial Olaria, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, confirma a perspectiva.

"O pessoal que vai ao cinema vem muito na livraria. Acho que a gente sobrevive bem por conta deste contexto, de bar, bebida e cultura", pontua ele, que adquiriu o negócio há menos de um ano.

Além disso, há a oportunidade de surpresa que um acervo em frente aos olhos e ao alcance da mão guarda consigo. "Boa parte do pessoal do livro e que mora em cidade grande e pode ir às livrarias ainda gosta de frequentar, ver e tocar. Mas a mudança é inevitável", observa ele, que já está inserindo exemplares na Estante Virtual e pensando em abrir um site do negócio.

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