Rodrigoh, do Instituto Fenasbac, passou tempo no 
Vale do Silício para ver quais as tendências do setor Rodrigoh, do Instituto Fenasbac, passou tempo no Vale do Silício para ver quais as tendências do setor Foto: /FENASBAC/DIVULGAÇÃO/JC

Programa para fintechs recebe inscrições

Head de Inovação do Instituto Fenasbac fala sobre o projeto Lift

Rodrigoh Henriques, head de Inovação do Instituto Fenasbac, viveu uma imersão no Vale do Silício em março deste ano. De volta ao Brasil, ele fala sobre como as inovações e conceitos diferenciados que viu nos Estados Unidos estão ajudando as empresas brasileiras a evoluir na gestão de pessoas, finanças e organização corporativa.
O executivo ressalta, ainda, a criação do Laboratório de Inovação Financeira e Tecnológica (LIFT) junto ao Banco Central brasileiro. Trata-se de um espaço para ordenar e estimular fintechs (startups focadas em soluções relacionadas à economia).
O projeto, aliás, recebe inscrições para interessados em participar do programa de aceleração até amanhã, dia 31. Veja mais em www.liftlab.com.br.
Abaixo, confira a entrevista com Rodrigoh.
GeraçãoE - Que novidades da área financeira você encontrou no Vale do Silício?
Rodrigoh Henriques - Uma maturidade da tecnologia blockchain acima do simples uso de criptomoeda, em que qualquer bem digital se transforma em algo verdadeiramente valioso. Hoje, se você publica uma foto, todo mundo pode fazer cópia, o bem perde o valor. A mesma situação ocorre com a música. Mas o blockchain transforma qualquer artigo digital em algo valoroso. Pode-se decidir quem tem direito ou não sobre aquilo. Vi, ainda, muita troca de informação e dados abertos do mundo financeiro. Isso está sendo usado para algo que começa a ser colocado em prática aqui no Brasil, que é o open banking, ou seja, dados do mundo financeiro são abertos. O blockchain garante que, na hora que um correntista libera seus dados, os bancos olhem para ele e ofereçam propostas financeiras proveitosas conforme a situação. O blockchain deixa o processo todo seguro. Ninguém mexe nos dados depois que o processo inicia, nem você, nem o banco.
GE - Por que os bancos compartilhariam dados de seus clientes com os concorrentes?
Rodrigoh - Porque é o mercado financeiro que ganha. Individualmente não se dá para ver quem vai ganhar. Mas estimula concorrência e a concorrência é a mãe da inovação. Mais players no mercado, mais ganhos. Os bancos podem estar com medo em ter que partilhar a informação. Porém, ou você melhora ou alguém vai fazer melhor. Isso já ocorre com as fintechs. O que elas estão conseguindo fazer? Não são tão complexas em estrutura quanto bancos tradicionais. Atuam como nicho, oferecendo um único serviço, e esse foco faz o serviço ser eficiente. Um exemplo são os empréstimos com garantia de cinco minutos, com uma taxa abaixo do mercado. Todo o processo de tecnologia faz ser mais barato.
GE - E as transformações do setor? São muitas?
Rodrigoh - Sim, muita transformação. O setor financeiro, que estava acostumado a responder somente a uma nova regulação, agora tem que responder às tecnologias também. O mundo inteiro passou por uma mudança comportamental. E os bancos precisam estar atentos. Novas dinâmicas, inclusive, de trabalho entraram em vigor.
GE - Nos conte sobre o programa de aceleração Lift?
Rodrigoh - Está com inscrição abertas. Empresas como o Grupo Amazon, a Microsoft e a Cielo são nomes de peso e parceiras. O que a gente faz é isso: ordenar esse processo todo. As inscrições vão até amanhã, dia 31 de maio.
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