Lessandra Fraga é presidente da BPW POA Lessandra Fraga é presidente da BPW POA Foto: FOTO: /ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO/JC

A conexão de como as coisas são produzidas

Lessandra Fraga é presidente da BPW POA, sigla de Business Professional Women, ou, em português, da Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais de Porto Alegre. A organização é composta por empresárias, empreendedoras e profissionais do mercado de trabalho. As associadas buscam fortalecer suas relações através de um dos pilares da instituição, que é o empoderamento, além do aperfeiçoamento profissional, melhores condições e oportunidades na vida econômica, civil e política do País. Trocas de experiências e negócios ainda entram nos objetivos do projeto.
Em Porto Alegre, a BPW teve atuação por mais de 20 anos (iniciada em 1989) e, desde agosto de 2015, reiniciou suas atividades com a formação de nova diretoria. A reorganização do grupo trouxe de volta a essência da instituição, fundada em 1930, na Suíça, com as necessidades do mercado local. É possível conhecer mais sobre a iniciativa através do site bpwportoalegre.com.br.
Lessandra também atua como empresária de moda, com sua marca Clássica com Pimenta, cuja loja fica na avenida Venâncio Aires, nº 18, no bairro Cidade Baixa. Para completar, é estilista da Witte by Clássica.
Nesta entrevista, ela fala sobre como o público está mudando sua relação com o consumo de vestuário e o que quem empreende no ramo deve saber. Uma das dicas da empresária é ter consciência da conexão com os outros e com o meio ambiente através do empreendedorismo. Veja os detalhes da conversa:
GeraçãoE - As pessoas estão mais dispostas a consumir slow fashion?
Lessandra Fraga - As pessoas estão mais abertas para outras formas de consumo. E estão percebendo e retomando a conexão com a maneira em que eles são produzidos e tomando consciência em relação ao meio ambiente e a vontade de agir de forma responsável.
GE - Que tipos de oportunidades se abrem no mercado por conta disso?
Lessandra - Slow fashion se concentra na utilização de materiais e recursos locais, sempre que possível, e tenta apoiar o desenvolvimento das empresas e talentos locais. Além disso, dentro do movimento slow, muitas pessoas amam o que fazem e aspiram fazer a diferença.
GE - Quem quer atuar no ramo, que cuidados tem que ter?
Lessandra - O primeiro passo é ter consciência da conexão com os outros e com o meio ambiente e a vontade de agir de forma responsável. Produzir peças de qualidade para os clientes verem que o investimento vale muito a pena. Trabalhar com amor.
GE - Como está esse cenário no Rio Grande do Sul?
Lessandra - Com campanhas das marcas, universidades, movimentos para conscientização, o slow fashion cresceu nos últimos anos no Estado e levamos para fora marcas com alta qualidade, fortalecendo e consolidando a moda slow fashion gaúcha.
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