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Vinícius Lobato é Chief Business Officer (CBO) da BriviaDez Foto: /arquivo pessoal/DIVULGAÇÃO/JC

Vinicius Lobato

Chief Business Officer (CBO) da BriviaDez

O consumidor como criador

Recentemente, uma fabricante global de celulares apresentou ao mundo seus novos smartphones. E o evento contou com a participação inusitada de um casal de youtubers brasileiros, que estrelaram um momento inédito para a marca - a demonstração de um software que permite editar vídeos diretamente no dispositivo. Detalhe: a ferramenta foi sugerida pelos próprios influenciadores à empresa, que não apenas abraçou a ideia, como os levou ao palco para lançar a novidade.
A estratégia ilustra com clareza o novo momento trazido pelo acesso à informação. A voz do consumidor ecoa cada vez mais. A época em que as pessoas apenas recebiam mensagens e embrulhos é passado.
A passividade estática morreu. Agora, o cliente é verdadeiramente protagonista do processo.
No início dessa revolução, influenciadores sugeriam a qualidade de bens e produtos. Hoje, pela inovação aberta, ajudam a construí-los.
Em tempos de hiper conectividade, a opinião de um único usuário ou comunidade tem o poder de fortalecer, ou demolir, a reputação de uma marca. O alcance das mensagens é incontrolável.
Não há mais espaço para relações frias, de mão única. É necessário criar relacionamentos organicamente verdadeiros, aprendendo e evoluindo com os perfis do usuário e os feedbacks do consumidor.
Não há espaço para artificialismos. Uma marca não consegue dizer e tornar convincente algo que não é genuinamente seu.
É um processo gradual que precisa ser norteado por estratégias sólidas, diálogo e leitura de cenário. Sobretudo, é preciso entender que a cocriação pode contar com a participação efetiva de agentes externos.
E isso pode mudar o sabor do refrigerante, a cor do rótulo, questionar o slogan e até mesmo ser embrião para o nascimento de um produto inédito no mercado - a exemplo da fabricante de celulares.
Quando essa dinâmica é bem sucedida, o consumidor também se torna feitor. A evolução digital é incessável.
E o cliente terá espaços cada vez mais amplos nesse ambiente, exigindo inovações permanentes na comunicação e na publicidade das empresas. Quanto mais próximas elas estiverem de seu público, maiores são as possibilidades de se tornarem marcas vencedoras.
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