Sobre o Autor
Luciana Varga é jornalista, professora universitária e coordenadora de comunicação corporativa do EaD da Estácio Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação/JC

Luciana Varga

Jornalista, professora universitária e coordenadora de comunicação corporativa do EAD da Estácio

Por que um mundo altamente conectado ainda tem dificuldades de comunicação?

É inegável que vivemos a era do Digital, da hiperconectividade, em que as informações sobre tudo e sobre todos chegam para nós a todo momento. Sabemos o que acontece em qualquer parte do mundo, sem restrição de horários ou mesmo de línguas. A tecnologia quebrou todas as barreiras: geográficas, temporais e linguísticas.
Na dúvida sobre algum conteúdo, é fácil recorrer a tradutores ou até mesmo ao novíssimo machine learning e seu uso da inteligência artificial para o aprendizado. Até mesmo as fake news, que invadem nossas redes todos os dias, também podem ter a veracidade dos seus fatos atestadas. Falando assim, parece que tudo está mais fácil atualmente. Mas, então, por que um dos maiores problemas do mundo hoje, principalmente no meio corporativo, é a comunicação?
Justamente pela superinformação que vivemos hoje, pelo excesso de estímulos que recebemos a todo momento, que alteraram o fluxo da comunicação e abriram espaço para a colaboração e a democratização da informação. Se antes tínhamos nas empresas uma comunicação prioritariamente vertical, com as informações vindo de cima para baixo, obedecendo as hierarquias, hoje a horizontalização faz parte da realidade da comunicação corporativa.
A tendência de que o mundo adota o inclusivo no lugar do exclusivo afetou diretamente a comunicação e chegou nas empresas. Agora, cabe a este novo líder (ou o líder 4.0, adotando o conceito de Kotler) organizar e trabalhar este fluxo, de forma a evitar os boatos e os excessos de informações e veículos que tornam a comunicação esquizofrênica.
Uma comunicação sem planejamento, sem pensar na integração dos diversos meios existentes na empresa (no crossmedia) não surte o efeito desejado e, mais do que isso, gera ruídos que levam a inúmeras consequências, como desmotivação, baixa produtividade, clima organizacional ruim, líderes que não são referência e falta de engajamento. Este último, aliás, é tema estratégico em todo meio corporativo. Engajamento está totalmente ligado à comunicação e seus líderes.
Entender esta mudança no fluxo comunicativo e todo o mindset colaborativo que a conectividade trouxe é premissa básica para todo líder 4.0. Afinal, o engajamento dos colaboradores à missão da empresa é de total responsabilidade dos gestores. Parafraseando John C. Maxwell, um dos maiores especialistas em liderança do mundo, "liderança não é sobre títulos, cargos ou hierarquias. Trata-se de uma vida que influencia outra".
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