Porto Alegre, segunda-feira, 17 de agosto de 2020.
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Jornal do Comércio

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Grupos de matriz africana fazem ritual no Mercado Público contra concessão

Abraço simbólico ao bará, assentamento que fica no centro do Mercado Público, em Porto Alegre, foi puxado nesta segunda-feira (17) por 17 unidades territoriais tradicionais, as casas de santo, de matriz africana contra o processo de concessão do empreendimento. Uma caminhada ocorreu no entorno do prédio, com acesso interno limitado devido à pandemia, ao som de tambores, rezas e cantos e com integrantes vestindo as típicas roupas brancas. Itanajara Almeida, coordenadora executiva do Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Pontos Tradicionais de Matriz Africana (Fonsanpotma) em Porto Alegre, diz que o ato quer sensibilizar os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que analisam a concessão. Grupos que fizeram o ato são contra a mudança. "Afeta nossa identidade, ancestralidade e direito de ir e vir", explica ela. Nesta terça-feira (18), o TCE aprecia recurso da prefeitura contra liminar que suspendeu a abertura de propostas. A Justiça manteve a concessão. O secretário de Parcerias Estratégicas, Thiago Ribeiro, afirma que atendeu aos anseios dos grupos e teve elogios de "representantes que leram o edital".  
 

FOTO ASCOMEPC/DIVULGAÇÃO/JC
17/08/2020 - 17h35min