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Vacinando contra aftosa, Uruguai quer ser escudo sanitário do Rio Grande do Sul



Fernando Mattos reforçou importância de fortalecer políticas de fronteiras
CRÉDITO: LUIZA PRADO/JC
Diego Nuñez
Considerado país livre de febre aftosa com vacinação, o Uruguai quer servir como um escudo sanitário para o Rio Grande do Sul, que, recentemente, foi reconhecido como Estado livre da aftosa sem vacinação. Essa ideia será levada pelo ministro da Agricultura, Pesca y Ganaderia do Uruguai, Fernando Mattos, à ministra Tereza Cristina, da pasta brasileira de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Mattos está no Rio Grande do Sul e, nesta quinta-feira, além de prestigiar a Expointer, se encontrou com o governador do Estado, Eduardo Leite (PSDB). Na quarta-feira (8), teve uma reunião técnica com a secretária de Agricultura gaúcha, Silvana Covatti.
Os ministérios uruguaios e brasileiros devem assinar um memorando de entendimento que tratará sobre vigilância sanitária animal na fronteira e pretende fortalecer a relação entre os dois países. “É importante para fortalecer políticas de fronteiras e dar resposta a essa situação, em que o status santuário passou a ser diferente. O RS avançou e declarou-se um Estado livre de aftosa sem vacinação. O Uruguai se manteve com vacinação, e continuará nessa posição por algum tempo” afirmou Mattos, em entrevista exclusiva ao Jornal do Comércio.
O ministro afirmou que a assinatura do memorando é a continuidade de um trabalho de cooperação técnica que já vinha sendo realizado há vários anos no âmbito do Mercosul. Nesta ocasião, uma cooperação bilateral, que surge a partir do novo status sanitário atingido pelos gaúchos. Mattos levará à Tereza Cristina a intenção de que “o Uruguai funcione como uma barreira biológica de proteção” ao gado gaúcho que não se vacina.
“Estamos colocando que manter a vacinação dá uma certa segurança como barreira biológica. O risco passa a ser do RS à medida que o seu rebanho passa a não ter imunidade daqui a 2, 3, 4, 5 anos, quando a memória imunológica dos animais adultos se perde, e aí começa o maior risco de reintrodução. Nesse sentido, o Uruguai funcionaria como uma barreira biológica de proteção”, afirmou o ministro Uruguaio.
Segundo ele, no balanço de eventuais benefícios, os países para os quais o Uruguai poderia expandir mercado e o leque de novos produtos que se poderia exportar, Mattos avalia que “seria um montante não justifica o risco de deixar de vacinar e expor o rebanho a uma eventual reintrodução”. Sendo reconhecido como um país livre de aftosa com vacinação, o Uruguai quer expandir seu mercado de exportação de carne bovina para países como a Coreia do Sul, o Japão, os Estados Unidos e o Canadá.
Sobre a Expointer, Mattos viu como positiva a realização da feira em um momentos em que não são todos os lugares do mundo e da América Latina que podem realizar eventos deste porte. “É o caso da Argentina e Paraguai. Claro que a prioridade é o aspecto santuário. Porém, nas condições atuais, a exposição está em boas condições. Foi bem apresentada, precisamos parabenizar, considerando circunstâncias”, afirmou.


Publicado em 09/09/2021.
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