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Automobilismo

- Publicada em 15h54min, 06/10/2020.

Petição pede para autódromo do Rio de Janeiro não ser construído

Caso a prefeitura obtenha licença, o equipamento será erguido no bairro de Deodoro

Caso a prefeitura obtenha licença, o equipamento será erguido no bairro de Deodoro


DIVULGAÇÃO/PREFEITURA RIO/JC
À espera da emissão da licença ambiental prévia, o projeto de construção do novo autódromo do Rio de Janeiro se tornou alvo de uma petição online, que mobilizou as redes sociais nesta terça-feira (6). A petição, endereçada ao prefeito do Rio, Marcelo Crivella, quer impedir a construção do equipamento esportivo. O autódromo é forte candidato a receber o GP do Brasil de Fórmula 1 a partir de 2021.
À espera da emissão da licença ambiental prévia, o projeto de construção do novo autódromo do Rio de Janeiro se tornou alvo de uma petição online, que mobilizou as redes sociais nesta terça-feira (6). A petição, endereçada ao prefeito do Rio, Marcelo Crivella, quer impedir a construção do equipamento esportivo. O autódromo é forte candidato a receber o GP do Brasil de Fórmula 1 a partir de 2021.
Se obtiver a licença ambiental, o autódromo será erguido no bairro de Deodoro em área de Mata Atlântica, conhecida por Floresta do Camboatá. De acordo com especialistas, é uma das últimas áreas do estado do Rio com este tipo de ecossistema. "A Floresta de Camboatá, em Deodoro, é o último lugar de Mata Atlântica de áreas planas do Município do Rio de Janeiro, com nascentes e áreas úmidas. Ela precisa ser protegida!", afirma a petição, criada pela artista plástica e educadora Ana Sonegheti, uma das lideranças do movimento SOS Floresta do Camboatá.
A petição, publicada no site O Bugio, busca obter 25 mil assinaturas. Na tarde desta terça, já tinha 22 mil. Outra petição, no Avaaz.org, tem como título "Pela preservação da Floresta do Camboatá! Que o autódromo seja em outro lugar" e mobilizou mais pessoas. Pelo menos 28,5 milhões já assinaram.
O projeto de construção do autódromo Rio vai causar 31 impactos ambientais na Floresta do Camboatá, de acordo com a empresa de consultoria ambiental Terra Nova, contratada pela própria Rio Motorsports, vencedora da licitação para erguer o autódromo.
Segundo o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o seu Relatório de Impacto Ambiental (Rima), elaborados pela Terra Nova, a floresta conta com Áreas de Preservação Permanente (APP) e espécies da fauna e flora em risco de extinção. Os impactos atingem fauna, flora e até aspectos sociais, como aumento da poluição sonora nos arredores do autódromo. São quatro espécies da flora local ameaçadas de extinção e cinco espécies da fauna.
No mesmo documento, a Rio Motorsports promete utilizar 810 mil metros quadrados do terreno (o equivalente a 75 campos de futebol) como espaço de preservação ambiental. E sugere que o local seja utilizado para a manutenção do patrimônio biótico, implantação da área de soltura e recuperação de animais silvestres e criação de horto florestal.
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