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Automobilismo

- Publicada em 20h53min, 27/05/2020. Alterada em 20h53min, 27/05/2020.

Fórmula 1 voltará mais competitiva após pausa forçada

Mercedes, campeã nos últimos seis anos, terá sua hegemonia ameaçada

Mercedes, campeã nos últimos seis anos, terá sua hegemonia ameaçada


/ALEXANDER NEMENOV/AFP/JC
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ratificou ontem uma série de medidas que não só visam proteger a Fórmula 1 de dificuldades financeiras causadas pela pandemia do coronavírus como também acabar com o grande problema da categoria nos últimos anos: a falta de competitividade.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ratificou ontem uma série de medidas que não só visam proteger a Fórmula 1 de dificuldades financeiras causadas pela pandemia do coronavírus como também acabar com o grande problema da categoria nos últimos anos: a falta de competitividade.
Desde o início da era híbrida, em 2014, a Mercedes venceu todos os campeonatos, de pilotos e de construtores. Ainda que a Red Bull e, principalmente, a Ferrari tenham se aproximado de 2017 para cá, a expectativa é que o time alemão siga na frente quando a temporada 2020 finalmente começar, dia 5 de julho, com o GP da Áustria.
Isso é reflexo direto da diferença de nível de investimento entre Red Bull, Ferrari e Mercedes, que gastam mais de US$ 400 milhões por ano, e times como Haas, Williams, Alfa Romeo e Toro Rosso, que investem cerca de US$ 150 mi.
A principal é o abismo gasto entre as escuderias. A partir de 2021, entrará em vigor pela primeira vez na história da F-1 um teto de gastos. Cada equipe poderá gastar US$ 145 milhões em 2021, US$ 140 mi em 2022 e US$ 135 mi de 2023 a 2025.
Outra medida importante é que as novas regras serão adotadas já com o teto orçamentário em vigor. Ou seja, as equipes grandes poderiam usar os recursos que quisessem para projetarem os carros novos, e muito provavelmente começariam essa nova era com a mesma vantagem que têm hoje. Com isso, o teto orçamentário entra em vigor já no ano que vem, e as mudanças no regulamento, em 2022.
Há ainda uma decisão mais radical tomada pelos times para equilibrar a categoria: limitar o desenvolvimento aerodinâmico das equipes que terminarem o campeonato mais à frente: será definido um padrão de desenvolvimento e, a partir dele, serão determinadas porcentagens do que é permitido para cada time, dependendo da posição do campeonato.
Além disso, a distribuição do dinheiro na categoria deverá ser mais igualitária. Os números ainda não foram divulgados, até porque o contrato das equipes com a F-1 a partir do ano que vem ainda não foi anunciado. Mas os chefes de equipes médias se mostraram empolgados com a redistribuição da verba que vem dos direitos comerciais.
Outra mudança que ficou acertada pela FIA é a liberdade de mudar a programação dos GPs. A ideia central é enxugar o formato para permitir que o campeonato tenha mais etapas no futuro, tendo um efeito positivo também na competitividade.
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