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JOGOS OLÍMPICOS

- Publicada em 16h35min, 21/04/2020. Alterada em 16h34min, 21/04/2020.

COI e Tóquio divergem sobre responsabilidade com gastos por adiamento dos Jogos

Território gaúcho já soma 668 mortes pelo novo coronavírus

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Camila Surian/Arte/JC
Os organizadores dos Jogos de Tóquio e o Comitê Olímpico Internacional (COI) discordaram abertamente sobre quem deve arcar com os custos adicionais provocados pelo adiamento do evento esportivo para 2021. O conflito ficou exposto nesta terça-feira, quando o porta-voz do Comitê Organizador da Olimpíada de Tóquio, Masa Takaya, revelou que o seu órgão pediu ao COI a remoção de uma frase do seu site indicando que o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, aceitou assumir a maior parte das despesas pela mudança na data. "Não é apropriado mencionar o nome do primeiro-ministro dessa maneira", disse Takaya.
Os organizadores dos Jogos de Tóquio e o Comitê Olímpico Internacional (COI) discordaram abertamente sobre quem deve arcar com os custos adicionais provocados pelo adiamento do evento esportivo para 2021. O conflito ficou exposto nesta terça-feira, quando o porta-voz do Comitê Organizador da Olimpíada de Tóquio, Masa Takaya, revelou que o seu órgão pediu ao COI a remoção de uma frase do seu site indicando que o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, aceitou assumir a maior parte das despesas pela mudança na data. "Não é apropriado mencionar o nome do primeiro-ministro dessa maneira", disse Takaya.
O porta-voz de Abe, Yoshihide Suga, também questionou o COI e apontou que "não existe tal acordo relacionado ao custo adicional de adiamento". O comunicado do COI, publicado em uma seção intitulada "Perguntas Frequentes sobre os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020", dizia que Abe aceitou que o Japão "continuará cobrindo os custos assumidos nos termos do acordo existente até 2020, e que o COI continuará sendo responsável por sua parte dos custos."
Após a reclamação japonesa, o COI removeu o nome de Abe e qualquer referência às obrigações financeiras do Japão. A versão editada diz: "O governo japonês reiterou que permanece firme em sua disposição de cumprir sua responsabilidade de organizar Jogos bem-sucedidos".
Takaya também reiterou que não há plano B, apesar do medo de alguns cientistas de que a pandemia não permitiria a abertura dos Jogos em 15 meses, em 23 de julho de 2021. "Não vamos adivinhar. As novas datas foram definidas. O Comitê Organizador de Tóquio-2020 e todas as partes interessadas estão envolvidas para trabalhar com a nova data."
A imprensa japonesa estima que o adiamento, provocado pela pandemia do coronavírus, provocará uma despesa extra que pode varias entre US$ 2 bilhões e US$ 6 bilhões (aproximadamente entre R$ 10,6 bilhões e R$ 31,9 bilhões). Nenhuma das partes forneceu uma estimativa oficial, mas o CEO dos Jogos de Tóquio, Toshiro Muto, descreveu como "monumental" o custo do adiamento.
Embora tudo indique que o Japão precisará arcar com a maior parte dos custos, o assunto é sensível para Abe, especialmente pelo colapso econômico devido à pandemia.
O orçamento oficial dos Jogos era de US$ 12,6 bilhões (R$ 67 bilhões), embora uma auditoria do governo em dezembro tenha indicado que o custo real estava em US$ 28 bilhões (R$ 148,9 bilhões). Desses, apenas US$ 5,6 bilhões (R$ 29,8 bilhões) são privados.
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