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Paraguai

- Publicada em 20h28min, 07/04/2020. Atualizada em 20h28min, 07/04/2020.

Justiça libera Ronaldinho para cumprir pena em prisão domiciliar

Dupla estava detida pela utilização de passaportes falsos

Dupla estava detida pela utilização de passaportes falsos


/NORBERTO DUARTE/AFP/JC
O juiz Gustavo Amarilla concedeu ontem a prisão domiciliar a Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Roberto de Assis Moreira. Os dois ficarão em um hotel em Assunção após pagarem uma fiança de US$ 1,6 milhão (R$ 8,35 milhões). A decisão encerra o período de mais de 30 dias em que ficaram presos de maneira preventiva e em regime fechado.
O juiz Gustavo Amarilla concedeu ontem a prisão domiciliar a Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Roberto de Assis Moreira. Os dois ficarão em um hotel em Assunção após pagarem uma fiança de US$ 1,6 milhão (R$ 8,35 milhões). A decisão encerra o período de mais de 30 dias em que ficaram presos de maneira preventiva e em regime fechado.
Ronaldinho e Assis estavam detidos em Assunção desde 4 de março, acusados de estar no país com passaportes falsos. Eles receberam os documentos na sala VIP do aeroporto internacional Silvio Petirossi, em Luque, cidade vizinha à capital. Nos documentos estavam as fotos e dados pessoais da dupla. Faltavam apenas as assinaturas.
Os passaportes foram o ponto de partida para uma investigação do Ministério Público e do Ministério da Tributação do Paraguai. Até agora, no total, 15 pessoas já foram presas. Os promotores investigam um esquema de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e impressão de documentos falsos. Dois deles foram entregues a Ronaldinho e Assis. Segundo o Ministério Público, cada passaporte falso custava cerca de R$ 30 mil.
Ronaldinho, recebido no Paraguai como ídolo, e Assis estavam presos em um quartel da Polícia Nacional do Paraguai adaptado como prisão. No período em que ficou no local, companheiros de cela do ex-jogador disseram que ele alternou momentos de bom humor aos de melancolia. Mas postou fotos sorridentes em redes sociais, gravou vídeos a pedido de outros presos e participou do campeonato interno dos detentos.
Em depoimento ao Ministério Público, os dois brasileiros afirmaram terem recebido os documentos como presentes, sem saber que não eram verdadeiros. A expectativa de seus advogados era de que a pena fosse social, o que significaria doação em dinheiro ou algo semelhante a uma instituição filantrópica do Paraguai. Então seriam liberados a voltarem ao Brasil. Porém, isso não aconteceu.
Na primeira audiência do caso, o juiz determinou a prisão preventiva da dupla, sob a alegação de que eles poderiam fugir do Paraguai. Desde então, os advogados haviam tentado três recursos para liberá-los. Pediram prisão domiciliar e a anulação do decreto de prisão preventiva. Todas as solicitações foram rejeitadas. Em 21 de março, Ronaldinho completou 40 anos na cela.
 
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