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Coronavírus

Notícia da edição impressa de 31/03/2020. Alterada em 30/03 às 20h31min

Pandemia deve causar prejuízo de até R$ 20 bilhões no futebol europeu

Apenas a Premier League, na Inglaterra, pode sentir no bolso um impacto de R$ 6,7 bilhões

 MANCHESTER CITY'S BELGIAN MIDFIELDER VINCENT KOMPANY (C) CELEBRATES WITH THE PREMIERSHIP TROPHY FOLLOWING THEIR VICTORY IN THE ENGLISH PREMIER LEAGUE FOOTBALL MATCH BETWEEN MANCHESTER CITY AND WEST HAM UNITED AT THE ETIHAD STADIUM IN MANCHESTER ON MAY 11, 2014.  AFP PHOTO/ANDREW YATES

Apenas a Premier League, na Inglaterra, pode sentir no bolso um impacto de R$ 6,7 bilhões MANCHESTER CITY'S BELGIAN MIDFIELDER VINCENT KOMPANY (C) CELEBRATES WITH THE PREMIERSHIP TROPHY FOLLOWING THEIR VICTORY IN THE ENGLISH PREMIER LEAGUE FOOTBALL MATCH BETWEEN MANCHESTER CITY AND WEST HAM UNITED AT THE ETIHAD STADIUM IN MANCHESTER ON MAY 11, 2014. AFP PHOTO/ANDREW YATES


ANDREW YATES/AFP/JC
O prejuízo do novo coronavírus no futebol irá bem mais além do que somente paralisar os campeonatos. Apenas as cinco principais ligas nacionais da Europa (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França) podem ter um impacto equivalente a R$ 20 bilhões se os campeonatos não puderem ser retomados, segundo projeção da consultoria KPMG.
O prejuízo do novo coronavírus no futebol irá bem mais além do que somente paralisar os campeonatos. Apenas as cinco principais ligas nacionais da Europa (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França) podem ter um impacto equivalente a R$ 20 bilhões se os campeonatos não puderem ser retomados, segundo projeção da consultoria KPMG.
A mais rica de todas as ligas é quem pode ter o maior golpe. Apenas a Premier League, na Inglaterra, pode sentir no bolso um impacto de R$ 6,7 bilhões. Cerca de 62% desse valor (R$ 4,2 bilhões) se deve às transmissões de televisão pelo mundo afora, cujos valores são fixados de acordo com a quantidade de jogos exibidos pelos canais. No entanto, a interrupção do calendário gera um ciclo de perdas imenso e com reflexo até mesmo em receitas menores, como as vendas de comida nos estádios.
Segundo a própria KPMG, no Brasil o duro golpe financeiro será pesado porque boa parte dos recursos depende principalmente dos times estarem em atividade. "A receita dos clubes depende muito das vendas de jogadores. Mas a janela de transferência deste ano tem chance de não dar muitos frutos e isso também vai impactar muito em toda a cadeia do futebol", disse o líder de Mídia e Esportes da KPMG no Brasil, Francisco Clemente. "Agora tem de se pensar no que deve ser feito para proteger o caixa, para que os recursos dos clubes sejam utilizados da melhor maneira possível", completa.
O líder de mercados da KPMG, André Coutinho, relembra que mesmo sem o calendário, os clubes vão conseguir manter a torcida e um grande potencial para diminuir perdas. "Nenhuma empresa no mundo tem milhões de clientes tão cativos quanto os clubes. É um público leal e que consome sem precisar fazer muito esforço."