Porto Alegre, terça-feira, 24 de março de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre, terça-feira, 24 de março de 2020.
Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

Tóquio 2020

Notícia da edição impressa de 24/03/2020. Alterada em 23/03 às 20h44min

Decisão de adiar Olimpíada já foi tomada, diz integrante do COI

Definição ainda depende de acerto sobre transmissão e com patrocinadores

Definição ainda depende de acerto sobre transmissão e com patrocinadores


KAZUHIRO NOGI /AFP/JC
O canadense Dick Pound, membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), afirmou, nesta segunda-feira, que a decisão de adiar a Olimpíada de Tóquio 2020 já foi tomada. "Com base nas informações que o COI tem, o adiamento foi decidido", disse Pound, em entrevista ao USA Today.
O canadense Dick Pound, membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), afirmou, nesta segunda-feira, que a decisão de adiar a Olimpíada de Tóquio 2020 já foi tomada. "Com base nas informações que o COI tem, o adiamento foi decidido", disse Pound, em entrevista ao USA Today.
"Os parâmetros a seguir não foram determinados, mas os Jogos não começarão em 24 de julho, isso eu sei. Vamos adiar e começar a lidar com todas as ramificações da mudança, que são imensas", afirmou. Entre as ramificações que Pound cita estão a renegociação de vários itens, como direitos de transmissão, contrato de patrocinadores e calendário das modalidades junto às federações internacionais. Segundo informações da Associated Press, cerca de 73% da receita de US$ 5,7 bilhões do COI nos quatro anos do ciclo olímpico tem origem nos direitos de exibição, e 18%, em contratos com patrocinadores.
O COI admitiu, no domingo, a possibilidade de adiamento do evento, estabelecendo o prazo de quatro semanas para que a entidade tome uma decisão.
Nesta segunda-feira, o primeiro ministro do Japão, Shinzo Abe, disse que adiar a Olimpíada pode ser inevitável. No domingo, ele já havia tratado o adiamento como uma opção que precisa ser considerada. "Eu quero receber as Olimpíadas e as Paralimpíadas completamente, como prova de que o mundo superou o vírus, mas, neste momento, ele ainda afeta severamente a comunidade internacional. Mas, se for difícil fazer isso, temos de pensar primeiro nos atletas e tomar uma decisão sobre adiar ou não o evento", afirmou Abe.