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Tóquio 2020

Notícia da edição impressa de 23/03/2020. Alterada em 22/03 às 20h33min

COI admite que Jogos podem ser adiados em razão da pandemia

Comitês locais têm pressionado entidade para não realizar os Jogos

Comitês locais têm pressionado entidade para não realizar os Jogos


Fabrice COFFRINI / AFP/JC
O que era um temor há alguns dias vai ganhando contornos cada vez mais claros: são fortes as chances de que as Olimpíada de Tóquio seja adiada. Pela primeira vez, o Comitê Olímpico Internacional (COI) admitiu a possibilidade de postergar o começo dos Jogos, em razão da pandemia do novo coronavírus, que tem prejudicado a preparação dos atletas em todo o planeta. Após reunião extraordinária neste domingo, o Comitê Executivo da entidade garantiu que a Olimpíada não será cancelada e prometeu dar a resposta final sobre a data do evento em até quatro semanas.
O que era um temor há alguns dias vai ganhando contornos cada vez mais claros: são fortes as chances de que as Olimpíada de Tóquio seja adiada. Pela primeira vez, o Comitê Olímpico Internacional (COI) admitiu a possibilidade de postergar o começo dos Jogos, em razão da pandemia do novo coronavírus, que tem prejudicado a preparação dos atletas em todo o planeta. Após reunião extraordinária neste domingo, o Comitê Executivo da entidade garantiu que a Olimpíada não será cancelada e prometeu dar a resposta final sobre a data do evento em até quatro semanas.
"Esta etapa (espera de um mês) permitirá uma melhor visibilidade do rápido desenvolvimento da situação da saúde em todo o mundo e no Japão. Servirá de base para a melhor decisão no interesse dos atletas e de todos os demais envolvidos", afirmou o COI, em nota. Entre os cenários, está deixar a disputa para o final deste ano, para 2021 ou para 2022. O cancelamento, garante a entidade, está fora de questão - já que, segundo o texto divulgado neste domingo, "não resolveria qualquer problema, nem ajudaria ninguém". A manutenção da atual data, com início das disputas no dia 24 de julho deste ano, também não foi descartada.
Além da situação do próprio Japão, país-sede da Olimpíada, o cenário de surtos de Covid-19 em diferentes continentes também pesam para um eventual adiamento. A situação impede a realização de seletivas e o próprio treinamento dos atletas, gerando um desnível técnico que pode prejudicar seriamente várias modalidades.
As críticas de atletas, comitês olímpicos nacionais e federações esportivas aumentaram depois de declarações do presidente do COI, Thomas Bach, que disse seguidas vezes que a data não seria alterada. No sábado, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) somou-se à pressão, defendendo que a disputa dos Jogos fique para o ano que vem.
"Como judoca e ex-técnico da modalidade, aprendi que o sonho de todo atleta é disputar uma Olimpíada em suas melhores condições. Está claro que, neste momento, manter os Jogos para este ano impedirá que este sonho seja realizado em sua plenitude", afirmou o presidente do COB, Paulo Wanderley. A posição foi corroborada por entidades esportivas como as confederações brasileiras de Ginástica e de Desportos Aquáticos.