Porto Alegre, sexta-feira, 13 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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13/03/2020 - 17h08min. Alterada em 13/03 às 17h08min

Justiça nega terceiro pedido para tirar Ronaldinho da prisão

Antes dessa decisão, Ronaldinho e Assis participaram de uma audiência de custódia

Antes dessa decisão, Ronaldinho e Assis participaram de uma audiência de custódia


NORBERTO DUARTE/AFP/JC
Folhapress
O Tribunal de Apelação negou o recurso interposto pelos advogados dos brasileiros Ronaldinho Gaúcho, 39, e Roberto de Assis, 49, e mantém os presos na Agrupação Especializada da Polícia Nacional, em Assunção no Paraguai.
O Tribunal de Apelação negou o recurso interposto pelos advogados dos brasileiros Ronaldinho Gaúcho, 39, e Roberto de Assis, 49, e mantém os presos na Agrupação Especializada da Polícia Nacional, em Assunção no Paraguai.
A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (13). O Tribunal de Apelação é composto por três juízes de plantão. Os magistrados Gustavo Ocampos, Gustavo Santander e Pedro Mayor Martínez analisaram o pedido e resolveram ratificar a decisão do juiz Gustavo Amarilla.
Essa foi a terceira tentativa dos irmãos Assis. Na terça (10), Amarilla atendeu a contra-argumentação do Ministério Público e negou aos brasileiros a prisão domiciliar. O Ministério Público apontou que havia o risco de fuga dos irmãos.
Na ocasião, Amarilla determinou que seja feita uma perícia nos telefones celulares dos irmãos a partir da próxima terça (17).
Antes dessa decisão, Ronaldinho e Assis participaram de uma audiência de custódia, no último sábado (8) pela manhã. Eles haviam sido detidos na noite anterior e, a princípio, deveriam permanecer por 48 horas na Agrupação Especializada.
A juíza Clara Ruíz Díaz, no entanto, determinou que os brasileiros continuassem detidos por tempo indeterminado, que pode durar até seis meses enquanto se investiga o que ela classificou como "grave delito que atenta contra os interesses da República".
Segundo o Ministério Público paraguaio, os brasileiros entraram no país na quarta (4), portando passaportes e cédulas de identidades adulterados. Os números dos documentos apreendidos pertencem a outras pessoas.
Além dos irmãos, há pelo menos 12 envolvidos no esquema. Entre eles, funcionários do governo paraguaio e o empresário brasileiro Wilmondes Souza Lira, quem teria apresentado a Ronaldinho e Assis a empresaria Dalia López, acusada de ter sido a responsável pela fabricação dos documentos falsos.
López é considerada foragida. Segundo o seu advogado, Marcos Estigarribia, ela está com problemas de saúde e deverá se apresentar na segunda-feira (16).
Ronaldinho e Assis viajaram para o Paraguai convidados por López para uma série de eventos. A paraguaia já era investigada em caso de lavagem de dinheiro no país.