Porto Alegre, segunda-feira, 09 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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Alterada em 09/03 às 14h48min

Moro telefona a autoridades paraguaias para acompanhar caso de Ronaldinho

Ministro da Justiça, Sérgio Moro, ligou para obter informações sobre o caso

Ministro da Justiça, Sérgio Moro, ligou para obter informações sobre o caso


CARL DE SOUZA/AFP/JC
Folhapress
O ministro da Justiça, Sergio Moro, telefonou nesta segunda-feira (9) a autoridades paraguaias para acompanhar o caso do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, preso no país vizinho desde sexta (6). Ronaldinho e seu irmão Roberto de Assis estão presos preventivamente no Paraguai, acusados pelo Ministério Público local de entrarem no país usando passaportes falsos.
O ministro da Justiça, Sergio Moro, telefonou nesta segunda-feira (9) a autoridades paraguaias para acompanhar o caso do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, preso no país vizinho desde sexta (6). Ronaldinho e seu irmão Roberto de Assis estão presos preventivamente no Paraguai, acusados pelo Ministério Público local de entrarem no país usando passaportes falsos.
"O ministro disse que ligou para obter informações, que o governo brasileiro está acompanhando o caso e que o Paraguai é soberano para tomar decisões", confirmou a assessoria de Moro.
Neste domingo (8), o advogado dos irmãos, Sérgio Queiroz, declarou que os documentos falsificados apreendidos com a dupla "foram oferecidos a Assis como um modo para que fizessem negócios no Paraguai. E eles aceitaram essa proposta". Indagada sobre que tipo de negócios, a defesa não especificou. "Eles têm interesse em realizar negócios aqui como em várias partes do mundo."
Ronaldinho chegou ao país no dia 4, a convite de Nelson Belotti - um dos donos do cassino Il Palazzo, localizado no hotel em que o ex-atleta estava inicialmente hospedado- e da empresária Dalia López. Segundo os brasileiros, ela teria oferecido os passaportes paraguaios. Já a defesa da empresária diz que foram Ronaldinho e seu irmão que solicitaram os documentos adulterados.
Em 2019, Ronaldinho foi nomeado embaixador do turismo brasileiro pela Embratur, instituto ligado ao Ministério do Turismo. Na época, seu passaporte estava apreendido pela Justiça. Procurada na semana passada para comentar o caso dos documentos falsificados, a entidade disse que "a indicação do ex-jogador como embaixador do turismo do Brasil é simbólica, honorária, e o trabalho desenvolvido é totalmente voluntário, sem ônus para a Embratur, que segue promovendo o turismo brasileiro no exterior".