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Porto Alegre, sexta-feira, 01 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

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futebol

01/11/2019 - 12h16min. Alterada em 01/11 às 12h16min

Após deixar prisão, Edinho volta ao Santos e assume cargo de coordenador na base

Pouco mais de um mês depois de deixar a prisão, da qual saiu pela última vez após ter recebido uma sentença de 12 anos por lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, o ex-goleiro Edinho foi anunciado nesta sexta-feira pelo Santos como novo coordenador técnico e de desenvolvimento do clube, com foco na formação das categorias de base.
Pouco mais de um mês depois de deixar a prisão, da qual saiu pela última vez após ter recebido uma sentença de 12 anos por lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, o ex-goleiro Edinho foi anunciado nesta sexta-feira pelo Santos como novo coordenador técnico e de desenvolvimento do clube, com foco na formação das categorias de base.
Por meio de nota publicada em seu site oficial, o Santos informou que o ex-jogador de 49 anos, filho de Pelé, "atuará em parceria com o também coordenador técnico e desenvolvimento Renato (ex-volante do time da Vila Belmiro), que tem ênfase também no futebol profissional". "Desejamos boa sorte neste novo desafio", encerrou o clube em um curto comunicado.
Edson Cholbi Nascimento atuou como goleiro do Santos durante a década de 1990, na qual também teve passagens por Portuguesa Santista, São Caetano e Ponte Preta. Depois, como treinador, ele esteve à frente de Mogi Mirim, Água Santa e Tricordiano, respectivamente em 2015, 2016 e 2017. O último destes clubes é da cidade de Três Corações (MG), onde o seu pai nasceu.
De volta ao Santos, Edinho foi contratado pelo clube depois de ter ganho na Justiça, no último dia 25 de setembro, o direito de progressão para o regime aberto. Desde junho de 2018, o ex-jogador já estava em regime semiaberto, com direito a trabalhar e estudar fora da cadeia.
O ex-goleiro estava preso a Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo, e chegou a ser condenado a 33 anos de reclusão, mas teve a pena reduzida, em fevereiro de 2017, para 12 anos e 11 meses. Antes de ganhar liberdade em setembro, ele cumpria pena desde 2005, mas neste período deixou a cadeia algumas vezes por força de habeas corpus para aguardar em liberdade o julgamento dos recursos apresentados pelos seus advogados. O seu último retorno à prisão em meio às decisões da Justiça havia ocorrido no início de 2017.
Quando liberou o ex-jogador para o regime aberto, a juíza Sueli Zeraik, da Vara de Execuções Criminais de Taubaté (SP), levou em conta o resultado de um exame criminológico que o considerou apto a retornar para o convívio social fora da prisão. E o direito a este tipo de regime fora da cadeia estava condicionado também à exigência de que o condenado obtivesse uma ocupação lícita em até 30 dias, tivesse residência fixa onde pudesse ser encontrado das 20h às 6h da manhã e se mantivesse distante de bares e casas de jogos.
Tendo em vista a situação de Edinho e pela própria gratidão eterna que o Santos tem com Pelé, que fez história com a camisa do clube e se tornou o maior jogador de todos os tempos, o presidente José Carlos Peres já vinha analisando a possibilidade de dar um emprego ao ex-goleiro, ajudando assim o filho do Rei do Futebol.
Estadão Conteúdo
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