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Porto Alegre, terça-feira, 19 de junho de 2018.
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copa 2018

Notícia da edição impressa de 20/06/2018. Alterada em 19/06 às 22h42min

Com dores no tornozelo, Neymar vira dúvida

Atacante sentiu incômodo ao interceptar toque em rodada de bobinho

Atacante sentiu incômodo ao interceptar toque em rodada de bobinho


/LUCAS FIGUEIREDO /CBF/JC
Neymar preocupa para a partida desta sexta-feira, diante da Costa Rica, às 9h, em São Petersburgo. Ontem, o craque deixou o treino com 15 minutos de atividade. Segundo a assessoria da seleção brasileira, ele sentiu dores no tornozelo direito, ainda em razão das pancadas que recebeu durante o empate em 1 a 1 com a Suíça.
Ainda no domingo, o médico da seleção, Rodrigo Lasmar, disse que "as pancadas foram no tornozelo, e não no pé operado". O jogador teve uma fratura no quinto metatarso do pé direito no fim de fevereiro, durante partida entre PSG e Olympique, pelo Campeonato Francês. Passou por cirurgia no início de março e, na sequência, ficou quase três meses em recuperação.
No trabalho de ontem, o atacante sentiu dores quando participava de uma roda de bobinho com Willian, Miranda, Thiago Silva, Coutinho e Paulinho. O camisa 10 estava no meio da roda e tentou interceptar um toque quando sentiu o incômodo no local. Neymar ainda tentou continuar, deu mais quatro toques na bola, sendo três com o pé direito e um com o esquerdo. Na sequência, deu um bico na bola, de esquerda, demonstrando irritação e deixou a atividade mancando, acompanhado do fisioterapeuta Bruno Mazziotti.
A CBF afirma não ser nada grave e que o atleta treinará normalmente na atividade de hoje. Durante o confronto com os suíços, Neymar levou a mão ao tornozelo direito e passou a mancar, indicando dores no local. No segundo tempo, passou a caminhar de forma tímida pelo lado direito, de vez em quando com dificuldades para pisar no chão.
Após receber dez faltas na partida, o jogador do PSG falou depois do jogo. "Se a arbitragem não prestar atenção, é ruim para o futebol", reclamou. Ele deixou o vestiário da seleção caminhando com dificuldades.
Lasmar demonstrou tranquilidade com a situação do atacante. "Nenhuma preocupação. Da parte médica, ele estará 100% para o próximo jogo. Não vai passar por nenhum tratamento específico, não estamos preocupados", disse.
O Brasil fará um treino totalmente fechado, hoje, em Sochi, e, à tarde, seguirá para São Petersburgo. Lá, os comandados de Tite farão um reconhecimento do palco do confronto com os costa-riquenhos.  
JC
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Costa-riquenhos tentam abafar crise após derrota na estreia

Ramírez (c) segue preparando o time para a partida com o Brasil

Ramírez (c) segue preparando o time para a partida com o Brasil


/OLGA MALTSEVA/AFP/JC

A derrota para a Sérvia tumultuou o ambiente da Costa Rica, próxima adversária do Brasil. Notícias de um suposto racha na equipe obrigaram Rodolfo Villalobos, presidente da federação de futebol do país, a aparecer para uma entrevista. Pouco antes de o treino de ontem começar, no centro de treinamento em São Petersburgo, o cartola se sentou em uma sala com jornalistas, ao lado do capitão do time, Bryan Ruiz. Os dois negaram problemas na equipe comandada pelo técnico Óscar Ramírez, que segue preparando o time para o duelo com o Brasil.

Além de reportagens, uma mensagem que circula por meio do aplicativo WhatsApp também incomodou jogadores e a direção da seleção. O texto compartilhado afirma que há três grupos separados dentro da equipe: os que jogam na Europa, os que atuam na MLS (liga dos Estados Unidos e do Canadá) e os dos campeonatos locais da Costa Rica. "Não entendemos como uma fofoca sem pé nem cabeça de uma pessoa anônima está dando tanta repercussão", complementou o capitão.

Sobre a partida, o meia Johan Venegas disse que a equipe vai tentar impedir que Neymar goste da partida. "Creio que Neymar é um jogador que pode tirar três marcadores em um movimento. É um craque e quanto mais tem a bola, é mais difícil pará-lo. Não podemos deixá-lo gostar da partida e tratar de minimizar seus movimentos", afirmou.

Costa Rica 'vai bater, com certeza', diz Philippe Coutinho

O meia Philippe Coutinho minimizou a saída de Neymar mais cedo na atividade realizada em Sochi. "Eu vi o que vocês viram. Não conversei com ele depois. Hoje (terça-feira), era um treino de recuperação. Já estava quase no final. Ele deve ter sentindo um pouco de dor, mas isso é normal", disse.

O jogador do Barcelona falou também que espera que as equipes sigam com uma marcação forte sobre o Brasil. E não será diferente com a Costa Rica. "Neymar é muito visado, recebe muitas faltas, muitas pancadas. Com certeza eles vão bater. É Copa do Mundo, temos jogadores rápidos na frente. O árbitro vai estar ligado nesta partida", afirmou.

Coutinho também analisou a atuação da seleção brasileira na primeira rodada. De acordo com ele, a equipe ficou muito presa do lado esquerdo do campo diante da Suíça. "Poderíamos trabalhar mais a bola dos dois lados. Faltou usar o lado direito, que é muito forte. Podíamos ter virado mais o jogo. A gente quer atacar, criar jogadas. Precisamos ter esse equilíbrio que o Tite fala. Criamos bastante, mas poderíamos ter finalizado melhor também. Não jogamos como vínhamos jogando durante as eliminatórias", completou.

Fifa aprova VAR, mas admite que polêmicas continuarão

Encerrada a primeira rodada da Copa do Mundo, com 16 jogos realizados, a Fifa se diz satisfeita com o uso do árbitro de vídeo (VAR, da sigla em inglês) até o momento. A entidade máxima do futebol, entretanto, entende que não há como deixar o futebol sem discussões sobre as decisões.

A Fifa afirma também que não comentará cada decisão tomada pelos árbitros e pelo VAR de forma específica. Na primeira rodada, três pênaltis só foram marcados por causa do uso da tecnologia. No início da segunda, na vitória da Rússia sobre o Egito por 3 a 1, o gol do time africano só saiu após o VAR apontar que a falta em Salah foi dentro, e não fora da área, como o árbitro de campo havia assinalado.

A maior polêmica se deu no confronto entre Brasil e Suíça, com jogadores brasileiros reclamando de falta no zagueiro Miranda no gol de empate dos europeus. A CBF enviou uma queixa e pedido de explicação à Fifa para saber porque o VAR não foi utilizado. A entidade máxima do futebol não deu nenhuma resposta ainda. A Fifa disse que ao fim da primeira fase fará uma nova avaliação do VAR e publicará os resultados.

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