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Comércio exterior

- Publicada em 11/11/2021 às 16h29min.

Aromas e sabores brasileiros ganham o mundo

Para Maurício Salton, câmbio tem sido favorável para vendas no mercado externo

Para Maurício Salton, câmbio tem sido favorável para vendas no mercado externo


EDUARDO BENINI/DIVULGAÇÃO/JC
Patrícia Lima
Não é só por aqui que o vinho brasileiro está preenchendo as taças. O ganho de competitividade em função da desvalorização do real, aliado à qualidade do produto nacional, fez com que as exportações tivessem o melhor desempenho dos últimos oito anos. De acordo com dados da Uvibra, nos nove primeiros meses de 2021 o volume de vinho fino comercializado no exterior foi 84% maior do que no mesmo período de 2020, totalizando 6,3 milhões de litros. Os espumantes também tiveram um desempenho positivo, com crescimento de 13,88% e um volume de 656 mil litros exportados. Entre os 63 países destino do produto brasileiro, os mais representativos em volume são Paraguai, Haiti, Rússia, Estados Unidos e China.
Não é só por aqui que o vinho brasileiro está preenchendo as taças. O ganho de competitividade em função da desvalorização do real, aliado à qualidade do produto nacional, fez com que as exportações tivessem o melhor desempenho dos últimos oito anos. De acordo com dados da Uvibra, nos nove primeiros meses de 2021 o volume de vinho fino comercializado no exterior foi 84% maior do que no mesmo período de 2020, totalizando 6,3 milhões de litros. Os espumantes também tiveram um desempenho positivo, com crescimento de 13,88% e um volume de 656 mil litros exportados. Entre os 63 países destino do produto brasileiro, os mais representativos em volume são Paraguai, Haiti, Rússia, Estados Unidos e China.
Dados da consultoria Ideal Consulting demonstram um crescimento importante da presença do produto brasileiro no mercado americano - o Brasil ocupa o quinto lugar na lista de países-origem de vinhos em volume e o oitavo em valor. Cerca de 90% da venda de espumantes sai da vinícola Salton, que também é a maior produtora do país. Mais de 720 mil garrafas de espumantes Salton desembarcaram nos Estados Unidos no ano passado. Segundo a empresa, a qualidade do produto brasileiro no exterior está consolidada, o que deve garantir crescimento sustentável nas exportações nos próximos anos. "Além da excelência reconhecida do produto, temos um trunfo cambial no momento, o que garante um pouquinho mais de competitividade", afirma o diretor-presidente da Vinícola Salton, Maurício Salton.
Foco em pesquisa e inovação é o segredo, segundo Salton, para manter em alta a qualidade e satisfazer os consumidores mundo afora. Investimentos como a qualificação do corpo técnico e aquisição de tecnologia para o vinhedo e a vinícola precisam ser permanentes. Em um projeto conjunto com a Universidade de Caxias do Sul, o Núcleo de Inovação, Pesquisa & Desenvolvimento da Salton trabalha para identificar o impacto ambiental dos produtos e tornar toda a cadeia produtiva neutra em carbono até 2030. Outro projeto, em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria, faz análises avançadas dos solos e suas interações com as videiras. O objetivo é fazer as intervenções certas para ter vinhedos cada vez mais eficientes, produtivos e sustentáveis. "Buscamos identificar, por meio de pesquisas sérias, quais as especificidades de cada região e como produzir de maneira responsável e comprometida, sem deixar de entregar muita qualidade nos produtos", completa Salton.
Quando o assunto são os vinhos finos, o maior case de exportação é a Vinícola Aurora, uma das pioneiras na venda da bebida brasileira ao exterior. Depois de ter crescido mais de 47% nas vendas externas em 2020, a cooperativa prevê um 2021 ainda melhor, com destaque para um vultuoso aumento de mais de 400% no valor das exportações - fruto da alta do dólar e também do aumento da demanda. O principal destino dos produtos da Aurora é a China, seguida por Holanda, Paraguai, Haiti, Estados Unidos e Japão.
 
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