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Seguros Previdência 2019

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Seguros

Notícia da edição impressa de 31/10/2019. Alterada em 31/10 às 14h26min

Arrecadação cresce 11,3% no período de janeiro a julho

Segundo Coriolano, setor tem convivido com quadro desafiador neste ano

Segundo Coriolano, setor tem convivido com quadro desafiador neste ano


/CNSEG/DIVULGAÇÃO/JC
A arrecadação do setor segurador, no Brasil, foi de R$ 151 bilhões (sem considerar os seguros de saúde e DPVAT - Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres) de janeiro a julho de 2019, alta de 11,3% sobre o mesmo período do ano passado. Foi a primeira vez que a taxa no ano voltou a crescer dois dígitos desde 2015, informa o presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano. Se comparado ao mês de junho de 2019, a receita evoluiu 16,8%, e, em relação a julho de 2018, a expansão foi de 29,2%.
A arrecadação do setor segurador, no Brasil, foi de R$ 151 bilhões (sem considerar os seguros de saúde e DPVAT - Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres) de janeiro a julho de 2019, alta de 11,3% sobre o mesmo período do ano passado. Foi a primeira vez que a taxa no ano voltou a crescer dois dígitos desde 2015, informa o presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano. Se comparado ao mês de junho de 2019, a receita evoluiu 16,8%, e, em relação a julho de 2018, a expansão foi de 29,2%.
Ele ressalta, ainda, que, na série anualizada de agosto de 2018 a julho de 2019, o mercado registrou avanço de 5,5%, na comparação com o mesmo período até junho, de 3,1%. "O crescimento do setor segurador tem se mostrado desigual, com os seus segmentos e ramos respondendo diversamente ao ciclo econômico e à preferência dos clientes", afirma.
Esse comportamento é ratificado pelo desempenho desigual dos ramos de benefícios (vida, previdência etc.) e de danos e responsabilidades. No segmento de cobertura de pessoas, houve alta de 13,7% no acumulado do ano. "Desta vez, além dos planos de risco - seguros de vida e prestamista - terem mais uma vez se destacado, ocorreu recuperação expressiva da taxa de crescimento dos Planos de Acumulação da Família VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) em 14,6%", assinala Coriolano.
Nos segmentos em destaque, a contribuição mais expressiva partiu do ramo patrimonial, que inclui o seguro residencial, com crescimento de 11,9% de janeiro a julho de 2019 e o de automóvel, alta de 0,09%. "Embora, em volume de prêmios, o automóvel (R$ 20,6 bilhões) supere o patrimonial (R$ 7,6 bilhões), cabe destacar também o crescimento dos planos de vida e risco em 15,9%, e participação de mais de R$ 24 bilhões no total arrecadado pelo setor", comenta.
Outras contribuições de dois dígitos, pela ordem, foram dos ramos de seguros marítimos e aeronáuticos; de crédito e garantias; de responsabilidade civil; e o seguro rural. O segmento de títulos de capitalização subiu 11,5% na base de oito meses acumulados, permanecendo na casa de dois dígitos. Já o segmento de danos e responsabilidades teve evolução menor, de 6%.
Segundo o dirigente da CNseg, o setor convive com um quadro desafiador neste ano, mesmo diante de mudanças importantes em curso no Executivo e no Legislativo, e os reflexos serão a médio e longo prazos para a atividade. "É preciso ter em conta que o setor segurador é caudatário dos fundamentos econômicos, com destaque para produto, emprego e renda da população", alerta ele, lembrando que os números do setor de seguros refletem essa realidade de certa forma, ainda que a trajetória atual possa ser considerada mais animadora.
Quanto às projeções para o próximo ano, a entidade aponta dois quadros possíveis para o mercado segurador em 2020, estabelecendo um intervalo de crescimento entre 1% e 8,1%. Tudo dependerá do comportamento de variáveis externas e internas. No cenário otimista, o seguro conviveria com impactos moderados da desaceleração mundial, com rápidos avanços nas reformas estruturais, reação acelerada do emprego e renda e moderação nos ruídos políticos. No adverso, uma desaceleração da economia mundial poderia ter impactos mais severos para o Brasil, o que, combinado a um ritmo mais moderado das reformas estruturais, além de taxa de emprego e renda em recuperação lenta e ruídos políticos, comprometeria reação do setor.
Para o diretor territorial da Mapfre no Rio Grande do Sul, Guilherme Bini, ainda que a participação do Brasil no mercado segurador global total tenha aumentado de forma constante nos últimos anos, há bastante espaço para crescer, uma vez que o País ainda não alcançou sua maturidade, como os Estados Unidos e em países da Europa. "Segundo o Índice Global de Potencial Segurador, entre 96 países avaliados, o Brasil é um dos 10 mercados com maior potencial para o crescimento de seguros e ocupa a oitava posição no ranking de potencial de crescimento para o segmento Vida e o nono lugar para os demais", destaca ele.

Cultura preventiva pode agregar valor aos produtos ofertados

Segmento precisa ter olhos para os jovens e entender suas necessidades
Mercado precisa olhar para os jovens e entender suas necessidades em produtos de seguros
FREEPIK/DIVULGAÇÃO/JC
Na análise de mercado do diretor comercial da Ksa Corretora, Jean Figueiró, há uma grande expectativa de expansão para os próximos anos, mas o principal fator para agregar valor aos negócios será a educação securitária junto à população. Além disso, ele considera a inovação tecnológica importante aliada no trabalho das corretoras.
Segundo ele, é preciso atuar na cultura preventiva com o consumidor e acompanhar as tendências de comportamentos e necessidades da população. "O mercado precisa ter esse olhar especialmente para os jovens e entender quais as suas necessidades e que garantias podemos oferecer a eles. Nesse sentido, após pesquisas da companhia, ofertamos o seguro para acidentes pessoais, que inclui garantias em caso de morte acidental, mas também em caso de invalidez, parcial ou permanente, despesas médicas e hospitalares, entre outros benefícios", explica.
Conforme Figueiró, outro fator importante para a aquisição de um produto é que ele cubra as necessidades daquelas pessoa. "Fazemos uma avaliação de perfil e das necessidades das pessoas quando elas procuram um atendimento consultivo."
Ele destaca, ainda, a percepção da importância do atendimento feito pelo corretor, em caso de um eventual sinistro, e reforça que, mesmo com a evolução tecnológica, o consumidor considera importante o auxílio desse profissional. "O mercado digital está aí como uma ferramenta que otimiza o nosso trabalho, mas também acreditamos que o corretor precisa estar inserido nesse cenário para potencializar o atendimento", garante.
O diretor considera, ainda, fundamental ampliar as discussões acerca da educação financeira e das novas tendências de mercado. "Diante das oscilações da economia no nosso País, temos que trabalhar cada vez mais para difundir a cultura de que as pessoas precisam pensar em garantias para o futuro", completa.
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