Porto Alegre, quarta-feira, 31 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

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MERCADO DE PREVIDÊNCIA

Notícia da edição impressa de 31/10/2018. Alterada em 30/10 às 23h00min

Carteira conservadora ameniza impacto negativo

Cláudia explica que a gerência do fundo é feita pelos próprios participantes

Cláudia explica que a gerência do fundo é feita pelos próprios participantes


/CLAITON DORNELLES /JC
Com uma redução significativa no rendimento nos últimos 12 meses em produtos previdenciários, vários fundos tiveram perdas que chamaram a atenção dos administradores e dos clientes. A explicação do mercado se deve ao momento de oscilação da economia, sobretudo nos investimentos de risco, como em ações na bolsa de valores. Por ter uma carteira mais conservadora de ativos, a maioria deles voltada à renda fixa, o OAB Prev foi de encontro ao prognóstico pessimista do mercado. As estimativas mostram, segundo a entidade, uma redução na velocidade de rendimento, mas com resultado ainda no positivo para esse ano.
A diretora administrativa do OAB Prev, Cláudia Regina Bueno, explica que a gerência do fundo é feita pelos próprios participantes, através de seus representantes, e com uma assessoria financeira especializada no assunto. Periodicamente, as ações a serem tomadas são discutidas antes de serem efetivadas, mas a prioridade é sempre reduzir o risco aos beneficiários. "É muito difícil você explicar para o leigo o sobe e desce do mercado, e quando ele vê que está perdendo, procura sair. É um cuidado que temos", afirma Cláudia. Hoje, são cerca de 7,8 mil participantes, e o patrimônio chegam a quase R$ 100 milhões.
A entidade fechada de previdência complementar teve um número de novos participantes aquém da expectativa para este ano, na visão da diretora. No ano passado, o OAB Prev recebeu 1,8 mil adesões e os planos para 2018 eram de manter o mesmo número, mas a projeção é de que cheguem a 1 mil clientes novos. Com 68 mil advogados ativos no Estado, o percentual de participantes é de apenas 11,47% entre todos os associados na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio Grande do Sul. Por isso, a entidade, junto com a OAB, promove junto às seccionais do Interior e da Região Metropolitana campanhas com premiações. A ideia é difundir o programa de previdência complementar em todo Estado e incentivar os advogados a pensarem no futuro.
A questão da autonomia, presente de maneira marcante na profissão de advogado, é uma preocupação para Cláudia. Por atuarem de maneira independente, muitos profissionais postergam os planos de aposentadoria - e alguns deles, segundo a diretora, sequer contribuem para a Previdência Social - o que gera problemas na hora de reduzir ou parar de trabalhar. "Nós temos relatos de bons profissionais sem nenhum tipo de amparo, seja por não se planejarem ou por não conseguirem se manter ativos na advocacia", conta a diretora administrativa.
Segundo ela, ainda há muitos associados a atingir com a matéria de aposentadoria complementar, a fim de trazer fôlego e conscientização para o momento de deixar os tribunais para aproveitar a vida.
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