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- Publicada em 03h00min, 09/11/2020.

Previdência Privada tem reservas próximas a R$ 1 trilhão no País

Jorge Nasser diz que Região Sul tem tradição no segmento

Jorge Nasser diz que Região Sul tem tradição no segmento


/FENAPREVI/DIVULGAÇÃO/JC
Adriana Lampert
Mercado significativo para a economia do País - já que as reservas somam quase R$ 1 trilhão -, a indústria de previdência privada aberta segue em ritmo de recuperação. Com o ingresso de R$ 12,6 bilhões em novos depósitos no mês de agosto, dados mais recentes, o setor mostrou resiliência durante toda a crise gerada pandemia de Covid-19. O valor é 9,5% maior que o registrado no mesmo mês do ano anterior. Este é o quarto mês de alta nas contribuições, desde o início da retomada em maio deste ano.
Mercado significativo para a economia do País - já que as reservas somam quase R$ 1 trilhão -, a indústria de previdência privada aberta segue em ritmo de recuperação. Com o ingresso de R$ 12,6 bilhões em novos depósitos no mês de agosto, dados mais recentes, o setor mostrou resiliência durante toda a crise gerada pandemia de Covid-19. O valor é 9,5% maior que o registrado no mesmo mês do ano anterior. Este é o quarto mês de alta nas contribuições, desde o início da retomada em maio deste ano.
"Notamos uma retomada gradual nos últimos quatro meses, tanto em novos depósitos como na evolução do saldo positivo de captação líquida, o que demonstra a intenção dos participantes em investir no futuro por intermédio da previdência privada", diz o presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), Jorge Nasser. "Embora o crescimento dependa ainda da recuperação do emprego e renda, estamos otimistas com a retomada verificada até aqui no nosso segmento."
Segunda maior participação no total de prêmios e contribuições do setor, a Região Sul respondeu por 18% dos R$ 77,5 bilhões que ingressaram no sistema de previdência complementar aberta entre janeiro a agosto deste ano. "Isso atesta a tradição de proteção e cultura de planejamento desse público", observa Nasser. "Aliás, a maioria das seguradoras e instituições de previdência privada tem atuação na Região Sul e no estado do Rio Grande do Sul, onde a cultura de poupança de longo prazo é bastante sedimentada. O gaúcho é prudente por natureza."
"O brasileiro, em geral, vem se conscientizando há anos da importância de planejar, de organizar suas finanças", pondera o vice-presidente do Sincor-RS, André Thozeski. Ele destaca que as soluções em previdência privada que os corretores recomendam aos clientes atendem à esta necessidade de planejamento. "Inclusive com benefícios fiscais, já que é possível usar até 12% da renda bruta para alocar em fundos de previdência e com isso pagar menos imposto de renda", avalia. "Ou seja, parte do que você queimaria pagando Imposto de Renda hoje pode ser alocado no seu fundo de previdência, para usufruir no futuro."
De acordo com o dirigente da Fenaprevi, o crescimento dos saques no início da pandemia impactaram os resultados acumulados, mas por outro lado, a liquidez dos planos foi muito importante para uma boa parcela dos participantes atravessarem os primeiros meses da crise. Isso explica a queda de investimentos no segundo trimestre do ano. Tanto que no acumulado do ano, as novas contribuições somaram R$ 77,5 bilhões - valor 2,7% inferior o registrado no mesmo intervalo de 2019, por conta das baixas registradas no início da pandemia, em abril e maio.
"A previdência privada foi fundamental para a superação daquele momento inicial de paralização das atividades. O que observamos mais recentemente é um movimento de retomada das contribuições e aportes de muitos desses participantes", comenta Nasser. "O patamar baixo dos juros impulsionou o deslocamento de recursos dos planos de previdência para fundos de renda variável", acrescenta.
Ele explica que com a possibilidade de capturarem melhores possibilidades de retorno para seus recursos, os participantes diversificam suas estratégias de investimento em longo prazo em fundos multimercado, que em agosto responderam por 15% das aplicações. Há quatro anos, esse percentual era menor do que 6%. "Vimos um número maior de participantes diversificando suas estratégias de investimento de longo prazo em fundos multimercado", afirma Nasser.
No início do segundo semestre, a captação líquida (diferença entre novos depósitos e resgates) também fechou no campo positivo, com R$ 6,5 bilhões em agosto, valor 21% maior que o verificado no mesmo mês de 2019. De acordo com dados da Fenaprevi, as reservas dos participantes somaram R$ 979,4 bilhões, montante 8,2% superior ao verificado em igual mês do ano passado.

VGBL respondeu por 93,6% das novas contribuições


SLON.PICS/FREEPIK.COM/DIVULGAÇÃO/JC

O presidente da Fenaprevi, Jorge Nasser, reforça que a retomada da indústria de previdência privada a partir de maio "mostra que as pessoas estão mais atentas à necessidade de planejamento para o futuro". Prova disso, é a captação líquida, que vem registrando recuperação, depois de a redução ter chegado ao patamar de R$ 2,4 bilhões em março, no início da pandemia.

Em maio, o sistema registrou saldo positivo de R$ 1,6 bilhão, seguido por novos crescimentos em junho (R$ 5,4 bilhões), julho (R$ 6,8 bilhões) e no último mês de agosto (R$ 6,5 bilhões). "A pandemia reforçou a percepção de que é fundamental ter reservas tanto para emergências como para garantir uma complementação na renda no futuro e isso se reflete na retomada do setor." Em agosto, os participantes individuais responderam por 86% dos novos depósitos. Os planos coletivos somaram 13% dos novos depósitos e planos para menores responderam por 1% dos novos aportes no sistema.

Ainda de acordo com dados da Fenaprevi, o VGBL respondeu por 93,6% das novas contribuições em agosto, e o PGBL alcançou 5,8% da captação, sendo que 0,6% foram direcionados para planos tradicionais não mais comercializados pelas seguradoras. Em novos depósitos, o patamar mais baixo de novas contribuições foi registrado em abril (R$ 4,9 bilhões). Em maio, o valor saltou para R$ 7 bilhões, seguido por novo crescimento em junho (R$ 10,7 bilhões) e julho (R$ 13,1 bilhões).

No acumulado do ano, as novas contribuições somaram R$ 77,5 bilhões, valor 2,7% inferior ao registrado no mesmo intervalo de 2019, por conta das quedas registradas no início da pandemia em abril e maio. Os resgates no acumulado do ano cresceram 10,7% e somaram 52,7 bilhões. A captação líquida, por sua vez, seguiu no campo positivo com saldo de R$ 22,4 bilhões, uma queda de -22,7% frente ao ano anterior.

PGBL ou VGBL?

Os planos de previdência privada podem ser divididos
basicamente em duas categorias:
PGBL - Plano Gerador de Benefício Livre
VGBL - Vida Gerador de Benefício Livre
Cada uma delas possui características distintas que podem torná-las atraentes para o investidor, dependendo do seu perfil e de suas necessidades.
Quais as diferenças entre PGBL e VGBL?
A principal diferença entre as duas modalidades de previdência privada está na tributação.
Caso escolha um plano PGBL, o investidor pode deduzir seus aportes com limite de até 12% da renda do ano. Por isso, esse modelo pode ser mais interessante para pessoas que fazem declaração de Imposto de Renda pelo formulário completo.
Já no segundo modelo, o VGBL, a alíquota do imposto de renda é cobrada somente sobre a rentabilidade. Esse é o modelo mais interessante para as pessoas que fazem declaração de IR simplificada.
Custos
Nos planos de previdência do tipo PGBL, podem ser cobradas taxas de administração, carregamento e de performance. A taxa de administração, como o próprio nome sugere, diz respeito a um percentual cobrado sobre o patrimônio do fundo referente à sua administração. Esta taxa é informada de forma anual, porém sua cobrança e apuração se dá de forma diária.
A taxa de carregamento é uma cobrança opcional, equivalente a um percentual descontado das contribuições feitas em planos de previdência. E a taxa de performance diz respeito a uma cobrança, estabelecida em regulamento, caso a rentabilidade do fundo seja positiva e supere a de um indicador de referência.
 
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