Porto Alegre, sexta-feira, 06 de dezembro de 2019.

Jornal do Comércio

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Responsabilidade Social 2019

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Notícia da edição impressa de 06/12/2019. Alterada em 05/12 às 15h54min

Ações sociais ainda podem avançar mais no Brasil

Fundação Semear incentiva a promoção de programas e atividades de cunho social por todo o Brasil

Fundação Semear incentiva a promoção de programas e atividades de cunho social por todo o Brasil


FELIPE MALLMANN PRODUÇÕES/DIVULGAÇÃO/JC
A percepção e a incorporação da responsabilidade social pelas empresas e organizações vêm crescendo ao longo dos anos. No entanto, considerando os avanços, não é difícil concluir que o tema poderia estar em um estágio mais avançado no cenário atual. Para Helena Ieggli Thomé, gestora social da Fundação Semear, as empresas fortaleceram o entendimento de que a relação com seus públicos é importante para uma gestão empresarial de sucesso e que é parte fundamental para o equilíbrio social. Também consolidaram a ideia de que o sucesso profissional de quem atua com a visão da sustentabilidade em seus negócios vem servindo de exemplo para outras corporações buscarem modelos mais eficientes em seus resultados. Helena observa que as instituições abraçam a causa da responsabilidade social porque entendem que é um diferencial competitivo e têm consciência de que é preciso contribuir para a preservação ambiental, a inclusão social e o desenvolvimento humano, ter práticas de funcionamento justas e participar do desenvolvimento da comunidade. "O contexto atual é desafiador. O avanço da tecnologia, as novas formas e relações de trabalho e de produção, as dificuldades de acesso à geração de renda e o aumento da desigualdade, por exemplo, trazem novas perspectivas para as culturas institucionais e as estratégias dos negócios, que devem ser sustentáveis e responsáveis", destaca.
A percepção e a incorporação da responsabilidade social pelas empresas e organizações vêm crescendo ao longo dos anos. No entanto, considerando os avanços, não é difícil concluir que o tema poderia estar em um estágio mais avançado no cenário atual. Para Helena Ieggli Thomé, gestora social da Fundação Semear, as empresas fortaleceram o entendimento de que a relação com seus públicos é importante para uma gestão empresarial de sucesso e que é parte fundamental para o equilíbrio social. Também consolidaram a ideia de que o sucesso profissional de quem atua com a visão da sustentabilidade em seus negócios vem servindo de exemplo para outras corporações buscarem modelos mais eficientes em seus resultados. Helena observa que as instituições abraçam a causa da responsabilidade social porque entendem que é um diferencial competitivo e têm consciência de que é preciso contribuir para a preservação ambiental, a inclusão social e o desenvolvimento humano, ter práticas de funcionamento justas e participar do desenvolvimento da comunidade. "O contexto atual é desafiador. O avanço da tecnologia, as novas formas e relações de trabalho e de produção, as dificuldades de acesso à geração de renda e o aumento da desigualdade, por exemplo, trazem novas perspectivas para as culturas institucionais e as estratégias dos negócios, que devem ser sustentáveis e responsáveis", destaca.
Dessa forma, acrescenta ela, não apenas as empresas e organizações, mas todos os setores da sociedade precisam buscar práticas justas e compreender a importância de o desenvolvimento social e ambiental acompanharem o econômico.
No entendimento da Fundação Semear, a prática de responsabilidade social da empresa diretamente relacionada com a comunidade e as organizações da sociedade civil, que é o investimento social privado, precisa ser fomentada. "O investimento social privado permite que todos ganhem. A empresa, por demonstrar consciência social e propiciar um ambiente externo favorável para seus negócios, além de contribuir de forma efetiva para a construção de uma sociedade mais sustentável. A sociedade civil, que desenvolve um trabalho sério e qualificado de atendimento às demandas sociais, e a comunidade, que passa a ter acesso a oportunidades, conhecimento e atendimentos que possibilitam a alteração de situações de vulnerabilidade social", acrescenta ela.
Vale destacar que a responsabilidade social é uma prática voluntária e continuamente aprimorada, pois agrega valores a partir da necessidade de respostas a questões que vão surgindo. Um exemplo é o compliance. "A responsabilidade social é fundamental para o desenvolvimento da sociedade. Não há motivos para que não seja adotada, afinal, ética e transparência são valores que devem estar presentes em todas as relações, independentemente da finalidade delas", encerra Helena.

Campo fértil para condutas socialmente responsáveis

Responsabilidade social empresarial pode ser definida como a forma de gestão norteada pela relação ética e transparente da empresa com todos os públicos com os quais ela se relaciona e pelo estabelecimento de metas empresariais que impulsionem o desenvolvimento sustentável da sociedade. Por meio dessa postura, preservamos recursos ambientais e culturais para as gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais. O conceito acima é da diretora adjunta do Instituto Ethos, Ana Lucia Melo.
Responsável pelas atividades de pesquisa, desenvolvimento de ferramentas e metodologias, consultoria e capacitação nas áreas de gestão responsável para a sustentabilidade, cadeias de valor sustentáveis, direitos humanos, diversidade e integridade, Ana Lúcia acredita que, para melhor atender a esse propósito, é preciso que as empresas assumam o conceito de forma alinhada a suas estratégias de negócio. Assim, suas ações não se restringem a uma contribuição social pontual. Pelo contrário, sua gestão, sua proposta de valor e seu modelo de negócios podem ser influenciados e transformados por essa forma diferenciada de se estabelecer.
Ela revela que, no último ciclo de autoavaliação das empresas a partir dos Indicadores Ethos - ferramenta de gestão usada por mais de 4 mil companhias no Brasil desde seu lançamento -, foram 563 avaliações realizadas por 483 companhias. "Quando perguntadas sobre como se posicionam com relação aos riscos estratégicos, financeiros, regulatórios, reputacionais ou operacionais, relacionados aos impactos socioambientais de suas atividades em curto e médio prazos, 69% afirmaram adotar esse tipo de avaliação. E 62% dessas empresas fazem a gestão desses riscos, apontando uma tendência corporativa de levar em consideração questões sociais e ambientais como uma perspectiva relevante para os negócios."
De acordo com a diretora do Ethos, uma forma para impulsionar a gestão responsável das empresas está na relação que se estabelece nas cadeias de valor. Grandes empresas têm buscado criar maneiras de gerenciar melhor os riscos apresentados em suas cadeias de suprimento ou distribuição e exigem - por meio de cláusulas contratuais, por solicitação de autoavaliações, pela auditoria por terceira parte - a demonstração dessa evolução por parte de seus parceiros de negócio. "Muito se avança, e há claros espaços para as empresas desenvolverem ainda melhor a relação e a sustentabilidade como oportunidade na sua cadeia de valor, gerando valor para todas as partes envolvidas", avalia.
Além disso, diz Ana Lucia, um outro aspecto a ser fortalecido na pauta da responsabilidade social é a transparência corporativa. "A transparência traz vantagens para a sociedade na medida em que confere mais simetria no acesso à informação pelos cidadãos. No campo dos negócios, a falta de transparência afeta a confiança entre os agentes e o seu melhor desenvolvimento", diz. Ainda conforme ela, além de apresentar seu desempenho em questões ambientais, sociais e de governança, o instituto recomenda às empresas que também estabeleçam canais de diálogo com suas partes interessadas, de modo a influenciar posicionamentos e comportamentos compatíveis com o desenvolvimento justo e sustentável da sociedade.
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Editor-Chefe: Guilherme Kolling | Produção: Fernanda Crancio | Reportagem: Claudio Medaglia | Projeto gráfico e diagramação: Luís Gustavo S. Van Ondeheusden | Revisão: Rafaela Milara