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reportagem cultural

Notícia da edição impressa de 27/09/2019. Alterada em 19/06 às 00h07min

Yamandu Costa: o fenômeno gaúcho que ganhou o mundo

De mudança para Portugal, músico gaúcho tem carreira consolidada no Brasil e no exterior

De mudança para Portugal, músico gaúcho tem carreira consolidada no Brasil e no exterior


ANDRE SHEFFER/DIVULGAÇÃO/JC
Márcio Pinheiro, especial para o JC
Yamandu Costa não é o compositor gaúcho mais gravado por outros intérpretes - o título ainda deve pertencer a Lupicínio Rodrigues, seguido por Antonio Villeroy. Também não é o de maior apelo popular - posto ainda mantido por Teixeirinha - e tampouco o de maior prestígio entre a crítica especializada (cargo ainda em poder de Elis Regina). E, muito provavelmente, também não é o músico que melhor encarna a alma e a imagem do gaúcho, ficando atrás do amigo e parceiro Renato Borghetti. Mas são imensas as probabilidades de Yamandu, que completa 40 anos em janeiro próximo, já ser - e o tempo cada vez mais confirma isso - o músico gaúcho de maior alcance internacional.
Yamandu Costa não é o compositor gaúcho mais gravado por outros intérpretes - o título ainda deve pertencer a Lupicínio Rodrigues, seguido por Antonio Villeroy. Também não é o de maior apelo popular - posto ainda mantido por Teixeirinha - e tampouco o de maior prestígio entre a crítica especializada (cargo ainda em poder de Elis Regina). E, muito provavelmente, também não é o músico que melhor encarna a alma e a imagem do gaúcho, ficando atrás do amigo e parceiro Renato Borghetti. Mas são imensas as probabilidades de Yamandu, que completa 40 anos em janeiro próximo, já ser - e o tempo cada vez mais confirma isso - o músico gaúcho de maior alcance internacional.
Com uma carreira longa e consolidada, o músico é figura fácil em festivais e concertos na Europa, nos Estados Unidos e no Japão - ano passado, só para o velho continente, foram 15 viagens. Yamandu é também presença constante em gravações ao lado de músicos de todas as latitudes. "Yamandu é um dos maiores instrumentistas do mundo, um virtuose completo", elogia o maestro Tiago Flores, regente da Orquestra da Ulbra e que já dividiu vários trabalhos com o violonista nos últimos 14 anos.
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Agora, a primeira novidade: Yamandu, a mulher Elodie e os dois filhos, Horácio e Benício, de seis e oito anos, estão de mudança para Portugal. É bem provável que ainda neste ano, na primeira semana de dezembro, eles já estejam instalados em Lisboa, cidade onde o artista gaúcho pretende dar um melhor estilo de vida à família e também ficar mais próximo dos compromissos profissionais.
A outra novidade é o lançamento de um disco em que aparece cantando. Em Vento Sul - com lançamento previsto para a primeira semana de outubro - será a primeira vez que o músico coloca a voz em todas as faixas de um álbum. Nesse inédito trabalho de voz e violão, Yamandu interpreta composições com melodias suas e letras, em sua maioria, do poeta e letrista Paulo César Pinheiro (mais detalhes na página central). As exceções são outras duas composições, uma feita com Vinícius Brum e a outra com Erik Navarro.
Yamandu conta que se reaproximou da canção em 2014, quando machucou o punho em um acidente em casa, provocando o cancelamento de vários shows. "Aproveitei o período para entrar nesse universo, para mim então desconhecido", explica. "Também estou com um disco pronto com o acordeonista Bebê Kramer, que deve sair até o fim do ano. E, para 2020, já tenho previsto o lançamento de um disco de música caribenha, em que pretendo homenagear toda essa cultura do Caribe." Recentemente, Yamandu esteve no Japão, onde fez um duo com Edmar Castañeda, músico colombiano que mora em Nova Iorque há muitos anos. "Ele toca harpa. É um virtuose. Desenvolvemos um trabalho em conjunto, e isso é o que mais gosto na vida: produzir e fazer coisas novas."
Quando não está tocando, compondo ou gravando, Yamandu se dedica a prazeres mais prosaicos. "Gosto de jogar sinuca. É o hobby que tenho e que cada vez mais me serve como uma terapia." Ele também gosta de caminhar. "Me agrada muito. Além de ser um bom exercício, é a melhor maneira que conheço para compreender uma nova cidade." E já indica qual pode ser um dos próximos desafios. "Estou até pensando em fazer a caminhada de Santiago de Compostela com a minha mulher."
Yamandu diz que ter a possibilidade de conhecer o mundo e de viajar levando sua música é uma das coisas mais fantásticas. E de seguir compondo. "Tem tanta coisa para fazer. Agora, ando louco para compor uma outra peça para violão e orquestra. É uma linguagem que me identifico muito e que tem uma grande profundidade musical. É possível encontrar na obra dos compositores toda a história da música", afirma.
O maestro Tiago Flores acrescenta: "Yamandu é um músico dedicado e aplicado. Agora, mais maduro, conseguiu ficar ainda melhor, abandonando o som 'sujo", cheio de notas, dos primeiros anos e conseguindo extrair o que de melhor o violão tem a oferecer".
Yamandu ressalta que persegue os melhores resultados. "Estou sempre em busca da excelência". E completa: "A carreira de um músico nunca tem um ponto de chegada. A gente está sempre tentando melhorar, sempre tentando aprender".

Senhor das águas e do violão

Yamandú Costa 
foi convidado por Baden Powell para abrir show do violonista em 1997
Yamandu Costa foi convidado por Baden Powell para abrir show do violonista em 1997
FREDY VIEIRA/JC
Quem não acompanhava de maneira tão próxima os festivais nativistas só ouviria falar pela primeira vez em Yamandu Costa em 1997. Na época, aos 17 anos, ele foi convidado por Baden Powell para abrir o show do violonista em Porto Alegre. Ainda que tenha tido seu nome grafado erradamente - a produção colocou Diamandu -, o jovem chamou a atenção pela sua forma vigorosa e ousada de tocar violão, e foi elogiado pelo compositor de Berimbau, que o convidou para voltar ao palco e interpretar mais duas músicas ao seu lado.
Agora, quem não sabe quem é Yamandu - nome que se pronuncia como Djamandú e que, em tupi-guarani, significa Senhor das águas -, definitivamente, está afastado do mundo musical. Já aos 21 anos, com CD lançado ao lado de Lucio Yanel e como vencedor do Prêmio Visa, Yamandu despontava como um dos maiores fenômenos da música instrumental brasileira. Em 2001, o Visa, um dos primeiros reconhecimentos de alcance nacional, colocou Yamandu entre os 24 selecionados iniciais, superando um total de 365 inscritos em todo o Brasil.
Músico formado desde criança nas escolas das Califórnias, Coxilhas e de outros festivais regionalistas, Yamandu sempre se mostrou interessado em abrir novos horizontes, porém sem esquecer suas raízes. "A raiz, para mim, é fundamental. Nunca abandono a minha formação, que é a música do pampa, onde fui criado", destacou ele, em uma entrevista ao repórter concedida 18 anos atrás.
Se as raízes nativistas são as bases, as principais influências vêm de Baden Powell e de Raphael Rabello - não por acaso, dois dos principais parceiros de Paulo César Pinheiro. Nascido em Passo Fundo, filho do multi-instrumentista Algacir Costa, Yamandu começou a tocar violão aos sete anos e, dois anos depois, já se apresentava ao lado do pai em festivais. Quando, no início do século, mudou-se para o Rio de Janeiro, Yamandu ampliou as referências com nomes como João Pernambuco e Dilermando Reis, além de temas dos folclores uruguaios e argentinos, e de parceiros contemporâneos, como o guitarrista Armandinho (ex-Cor do Som) e os já falecidos Dominguinhos (acordeom) e Paulo Moura (sax e clarinete).
Autodidata, Yamandu deixa a impressão de que nada que foi feito para o violão brasileiro lhe passou despercebido. Baden Powell é a influência inicial ("O disco que mais me marcou era dele, aquele que tinha Choro para metrônomo, Garota de Ipanema e Samba em prelúdio acompanhado por orquestra"). Utilizando um modelo de sete cordas, Yamandu se caracteriza por uma forma de tocar forte e incisiva. Sua maneira nervosa de tocar se espalha também pela sua postura no palco. Yamandu se mexe bastante, perde litros de suor e faz caretas. E, não raramente, chega a arrebentar diversas cordas durante um único concerto.

Momentos agitados antes da viagem

Os dias de Yamandu Costa têm sido conturbados. Mas ele não se queixa. Trabalho, gravações, ensaios, turnês, shows, viagens... Tudo se acumula na agenda do músico. Em outubro, ele deverá ficar o mês inteiro longe da família, com turnê por vários países europeus.
Porém, como parte da família - a mãe e o irmão - continuará vivendo no Rio Grande do Sul, Yamandu garante não se afastar muito de suas raízes afetivas e musicais. "Pelo menos os períodos de férias e as festas de Natal e de Ano-Novo, eu devo passar em Porto Alegre. É importante manter este vínculo, principalmente para meus filhos."
Yamandu também promete ficar atento aos movimentos da música instrumental feita no Brasil. Reconhece que ocorre um período de transformação, e que as mídias digitais estão realmente mudando a cara do mercado. Porém Yamandu sente que os novos artistas estão tendo a possibilidade de mostrar mais seus trabalhos e de ficar mais próximos do público. "Para quem tem criatividade, sempre existe um lugar."
O músico saúda a geração que aprendeu música através do YouTube. "Atualmente, é tudo muito ágil. Você toca e já é ouvido imediatamente. A maneira de tocar e o jeito que você se comporta diante do violão são importantes. E, hoje, todos têm acesso. Ficou mais fácil ser compreendido."
Fazendo um balanço dos anos dedicados à música, Yamandu diz que só tem a agradecer. "O resumo que faço das minhas duas décadas de carreira é de muita entrega. Cada vez mais a gente vai aprendendo com o tempo. Eu sou um músico em constante formação. Então meu sonho realmente é conseguir me expressar cada vez melhor através da minha musicalidade e do meu instrumento, e que as pessoas tenham acesso a isso e sintam que é de verdade, que é uma entrega total."

'A vida artística mudou com a transformação digital'

No ano de 2017, Yamandú lançou álbum com um dos seus grandes parceiros musicais, Renato Borghetti
Yamandu com um dos grandes parceiros, Renato Borghetti
ESTAÇÃO FILMES/DIVULGAÇÃO/JC
Preparando-se para residir com a família em Portugal ainda neste ano, Yamandu Costa está cheio de planos. Conjuga uma agenda corrida de shows e gravações de discos com a rotina familiar. Entende, também, que a velocidade da internet modificou o modo de consumir e de fazer música, e não descuida das parcerias - uma das recentes, com o grande amigo Renato Borghetti (foto).
Chegou a construir um estúdio em casa para produzir conteúdos e acompanhar a tendência digital. Na entrevista a seguir, Yamandu Costa relembra, ainda, o período em que ficou parado devido a uma fratura em um osso do pulso, comenta a homenagem feita por Gilberto Gil e se mostra otimista com o futuro.
JC Viver - Atualmente, em quais projetos você está envolvido?
Yamandu Costa - A dinâmica da vida artística mudou muito nos últimos anos devido a toda transformação digital. Está todo mundo tentando entender exatamente como é que funciona isso. E eu não fiquei de fora, procurei me adaptar. Aumentei a minha casa, construí um estúdio para que pudesse conseguir fazer esses conteúdos e acompanhar a nova tendência digital. Então tenho vários projetos. Nunca é um só. Também estou sempre alimentando os meus canais, gravando vídeos no meu estúdio para que, semanalmente, eu possa postar e ficar cada vez mais próximo dos ouvintes.
Viver - Como surgiu a parceria com o poeta e letrista Paulo César Pinheiro?
Yamandu - Nasceu há bastante tempo, durante um churrasco, quando mostrei a ele uma música minha e ele disse: "Olha, gaúcho, tem algumas coisas que você tocou hoje, aqui em casa, que tem palavra. Se você quiser, eu descubro quais são". E isso foi um convite irrecusável. Tem também o fato de o Paulo César Pinheiro, além de ser um grande poeta, ter entrado na minha vida em um momento em que eu estava passando por um processo de recuperação. Eu tinha lesionado a mão depois de ter sofrido uma queda na minha casa, quebrando um osso do pulso. Tive que ficar três meses parado, cancelando vários concertos. Foi um momento bem delicado da minha vida, porque colocou em xeque o que sempre foi o mais importante para mim, que é a música, a minha relação com o violão. E foi nesse momento que o poeta me acolheu. Me acolheu para fazer essas canções, para conversar.
Viver - Como foi essa acolhida?
Yamandu - Foi algo psicologicamente muito importante para mim. Nessa época, tive o apoio dele. Essa perseverança, esse ensinamento de que tudo vai dar certo. E, através dessas canções, aprendi muito. São letras filosóficas com uma clarividência muito especial. Então você podia fazer uma música completa. Aquilo tem uma história, aquilo conta uma história. Enfim, um enredo. Isso é uma coisa fantástica. É uma transformação que eu nunca tinha vivido.
Viver - Por que a opção de se instalar com toda a família em Portugal?
Yamandu - Para mim, estava ficando muito cansativo ter que ficar cruzando o oceano o tempo inteiro. No ano passado, por exemplo, foram 15 idas e 15 voltas. Fora as viagens para a Ásia e para os Estados Unidos. Então começa a ficar bastante difícil. E, além da questão prática, Portugal está vivendo um momento realmente muito interessante. Eles estão recebendo muito bem as pessoas que têm intenção de levar a família. Vale lembrar que eu também tenho a cidadania europeia e a minha mulher é francesa, assim meus filhos também têm cidadania europeia. Sem dúvida, para eles, será uma experiência muito interessante. E eu vou poder realmente trabalhar mais e explorar mais as possibilidades que tenho lá no Velho Continente. É um lugar bastante central, onde vou conseguir ter uma mobilidade muito maior.

Yamandu Costa por seus parceiros

Paulo César Pinheiro
Yamandu e Paulo César Pinheiro se conheceram desde que o músico gaúcho se mudou para o Rio de Janeiro, no começo deste século. A aproximação foi natural para dois artistas que sempre veneraram a tradição do choro. "Eu ajudei o Yamandu a se enturmar em muitas rodas. Paralelamente a isso, ele sempre frequentou muito a nossa casa, ficando íntimo de mim e da Luciana. Assim, as parcerias musicais foram surgindo naturalmente."
Paulo César vê, no novo parceiro, muitos pontos em comum com outros dois violonistas com quem também trabalhou: Baden Powell e Raphael Rabello. Os três integram uma linha evolutiva do violão brasileiro, que, segundo Paulo César, começa com Jaime Florence, o Meira. "Baden e Raphael foram alunos do Meira. Yamandu, embora não tenha sido, pode também ser considerado um discípulo." Para Paulo César, esta é a escola dos chorões, na qual todos influenciam todos e que são responsáveis por algumas das mais belas composições do mundo.
Paulo César Pinheiro destaca, ainda, que a obra de Yamandu é resultado de duas estradas que ele soube trilhar muito bem: a da música nativista, de suas raízes, e a do choro, que é a música do Brasil. Com Yamandu, primeiro surgiu o instrumentista, depois, o compositor e, agora, o intérprete. "Para mim não foi surpresa", explica Paulo César. "Yamandu, mais cedo ou mais tarde, iria começar a cantar, até porque só ele conseguiria dar a interpretação necessária às suas composições." Paulo César elogia a voz do violonista - "forte e afinada" - e a qualidade das composições. "Vento Sul é um disco completo."
A parceria dos dois músicos pode ter demorado a acontecer, diante de uma amizade de quase duas décadas? "Não", afirma Paulo César. Houve um período natural para que tudo pudesse surgir. E, quando começou, não parou mais. "Além das músicas dos discos, há uma dezena que foi temporariamente deixada de lado. E também já tenho guardadas umas sete ou oito gravações para colocar letra. Temos material para mais uns três discos", finaliza ele.
Vinícius Brum
"Creio que, além do seu virtuosismo e da sua genialidade, o que se destaca é o fato de que preserva a singularidade regional de sua origem, sem que, para isso, precise levantar bandeiras ou fechar portas. Ao contrário, é através dessa singularidade que ele abre todas as portas e janelas, e faz com que a luz infinita de sua música ilumine as salas de concerto e a alma do público que o aplaude sempre, e cada vez mais, efusivamente", destaca o parceiro Vinícius Brum, amigo que se aproximou de Yamandu através dos pais do compositor. "Conheço o Yamandu desde quando ele era criança, nos anos 1980 e 1990. Participei de vários festivais em que pude conviver com os pais dele, o Algacir e a Clary, que eram integrantes do grupo Os Fronteiriços, de destacada participação naqueles eventos. Depois, quando ele já tocava, por volta dos seus 13 ou 14 anos, dividimos o palco por inúmeras vezes até que ele foi morar no Centro do País. Quando venci a 27ª Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana, em parceria com o Luiz Carlos Borges e o Mauro Ferreira, ele estava no palco conosco."

Histórias do violão

Vinícius Brum explica sua parceria com Yamandu Costa: "O Yamandu mostrou-me uma ideia melódica que tinha a intenção de colocar o violão dando um testemunho do que havia visto em sua trajetória na vida dos homens. Os primeiros versos já estavam esboçados: 'O violão pediu que eu falasse por ele...'. A partir disso, desenvolvi a letra da canção". Ficou assim:
O violão pediu
Que eu falasse por ele
Contasse as histórias
Das noites passadas
Que a gente sonhava
Na mesa do bar
De lábios que se procuravam
E mãos de carinho pra dar
E mil arrepios pela pele
Nas almas de vinho
Querendo se amar...
O violão chorou
E eu chorando com ele
Segui recordando
Moinhos, quixotes
Histórias de fogo
E de escuridão
As cruzes nos campos abertos
E lenços cansados de adeus
Fraqueza, ganância, miséria,
As guerras dos homens
Em nome de Deus...
O violão pediu
Que eu cantasse com ele
Cantigas do tempo
Que é velho, que é novo
Que nunca se alcança
Está sempre a passar
Os filhos que foram embora
Os pais que ainda virão
Num mundo que morre e renasce
Que sonha na boca
Do meu violão

Discografia

  • Dois Tempos (com Lúcio Yanel) - 2000
  • Yamandu - 2001
  • Yamandu ao Vivo - 2003
  • El Negro Del Blanco (com Paulo Moura) - 2004
  • Brasileirinho - 2005
  • Tokyo Session - 2006
  • Ida e Volta - 2007
  • Lida - 2007
  • Yamandu Dominguinhos - 2007
  • Mafuá - 2008
  • Luz da Aurora (com Hamilton de Holanda) - 2009
  • Lado B (com Dominguinhos) - 2010
  • Yamandu Costa e Rogério Caetano - 2012
  • Continente (com Guto Wirtti e Arthur Bonilla) - 2013
  • Bailongo (com Guto Wirtti) - 2014
  • Tocata à Amizade - 2014
  • Concerto de Fronteira (com a Orquestra do Estado de Mato Grosso) - 2015
  • Quebranto (com Alessandro Penezzi) - 2017
  • Recanto - 2017
  • Borghetti & Yamandu - 2017
  • Yamandu Costa e Ricardo Herz - 2018

Márcio Pinheiro é portoalegrense e jornalista. Trabalhou em diversos veículos de Porto Alegre, de São Paulo e do Rio de Janeiro.
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