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ENERGIAS RENOVÁVEIS

04/06/2019 - 15h41min. Alterada em 05/06 às 07h12min

Alternativa à recuperação ambiental do nosso planeta

Energia Própria tem mais de 700 projetos com placas fotovoltaicas

Energia Própria tem mais de 700 projetos com placas fotovoltaicas


ENERGIA PRÓPRIA/DIVULGAÇÃO/JC
Eduarda Endler
"Investir em energias renováveis é um caminho de recuperação da saúde ambiental de nosso planeta", afirma o professor do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Arno Krenzinger. Segundo o docente e coordenador do Laboratório de Energia Solar da universidade, o uso dos combustíveis fósseis em escala crescente tem sido catastrófico para a atmosfera, uma vez que emitem gases tóxicos que produzem o efeito estufa, causando o que é conhecido como aquecimento global.
"Investir em energias renováveis é um caminho de recuperação da saúde ambiental de nosso planeta", afirma o professor do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Arno Krenzinger. Segundo o docente e coordenador do Laboratório de Energia Solar da universidade, o uso dos combustíveis fósseis em escala crescente tem sido catastrófico para a atmosfera, uma vez que emitem gases tóxicos que produzem o efeito estufa, causando o que é conhecido como aquecimento global.
O Brasil é um dos líderes mundiais no aproveitamento de fontes renováveis para energia. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), 43,5% das energias são renováveis, enquanto que a matriz energética mundial é composta por apenas 13,5%.
O Rio Grande do Sul se destaca com o desenvolvimento das fontes eólica, biodiesel e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e ainda é o pioneiro na instalação de parque eólico. "O Brasil ainda é um país que tem muita eletricidade produzida por usinas hidrelétricas, que utilizam fontes renováveis, mas também tem muita produção de calor a partir da combustão de combustíveis fósseis (carvão e petróleo) e outras atividades que resultam em forte emissão de gases de efeito estufa", salienta Krenzinger.
Ele explica que são chamadas de energias renováveis aquelas que utilizam uma fonte que se renova. "A principal fonte de energia renovável é o sol, cuja radiação incide no planeta com um fluxo gigantesco de energia renovado a cada dia. Como consequência desta incidência de radiação solar surge o aquecimento da Terra, a formação dos ventos, o crescimento de vegetais, formando a biomassa vegetal, a evaporação das águas que resulta em chuva e forma os rios", ensina.
A partir disso, se criam as fontes de energia: eólica (energia dos ventos), hídrica (energia do movimento das águas), biomassa (energia decorrente da vida vegetal ou animal) e a própria energia solar usada para conversão direta em eletricidade ou em energia térmica (calor). 
De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no Rio Grande do Sul, as energias renováveis respondem por 76,1% da capacidade instalada para geração de energia elétrica, com a seguinte distribuição: 50,33% (usinas hidrelétricas), 19,11% (eólica), 6,31% (PCHs) e 0,35% (Central Geradora Hidrelétrica).
Uma vez que as energias renováveis são repostas na natureza, elas apresentam um aspecto de não se esgotarem, ao contrário do carvão e petróleo cujas reservas são limitadas e cada vez com maior custo de exploração.
Para o professor, pouco a pouco as energias não renováveis poderão ser substituídas pelas renováveis em um caminho para a sustentabilidade do planeta. 
Desde 2012, Guederson Maciel, 33 anos, criou a Energia Própria, buscando oferecer energia limpa e renovável com uso de placas fotovoltaicas. A empresa, que fica em Arroio do Meio, a cerca de 120 quilômetros de Porto Alegre, já possui mais de 700 projetos executados.
Segundo ele, o orçamento da instalação de energia solar é calculado a partir da média de consumo da conta de luz, avaliando a orientação solar do telhado, a área disponível ou terrenos em solo. 
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