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Trabalho

- Publicada em 15h28min, 17/10/2019. Atualizada em 17h43min, 15/10/2020.

Atenção aos avanços e desafios para levar atendimento a todos

Profissionais devem estar preparados para as mudanças na prática de procedimentos

Profissionais devem estar preparados para as mudanças na prática de procedimentos


MARCO QUINTANA/JC
Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e com mestrado em Gastroenterologia pela mesma instituição, Dr. Manoel Trindade, 67 anos, conta que passou por todas as fases e desenvolvimentos da medicina. Cirurgião do aparelho digestivo, ele lembra que começou a operar pacientes "com peito aberto", passou a utilizar a videolaparoscopia e, atualmente, lida com a cirurgia robótica minimamente invasiva. "A medicina avança muito rápido, e, com isso, surgem grandes desafios. Por isso, em alguns cenários, é difícil adequar isso para a realidade médica", comenta Trindade, pai do presidente do Cremers, Eduardo Trindade.
Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e com mestrado em Gastroenterologia pela mesma instituição, Dr. Manoel Trindade, 67 anos, conta que passou por todas as fases e desenvolvimentos da medicina. Cirurgião do aparelho digestivo, ele lembra que começou a operar pacientes "com peito aberto", passou a utilizar a videolaparoscopia e, atualmente, lida com a cirurgia robótica minimamente invasiva. "A medicina avança muito rápido, e, com isso, surgem grandes desafios. Por isso, em alguns cenários, é difícil adequar isso para a realidade médica", comenta Trindade, pai do presidente do Cremers, Eduardo Trindade.
Doutor pela Escola Paulista de Medicina, o médico decano exemplifica que há mudanças na prática médica quando os procedimentos são feitos em hospitais particulares ou públicos e que o profissional deve estar sempre preparado para adequar-se às situações. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a cirurgia de sua especialidade ainda é feita com o peito aberto. Já nas autorizadas por convênios particulares, há a possibilidade de operar com videolaparoscopia ou cirurgia robótica. "Essa é a diferença que temos que tirar, esse é o maior desafio do médico. Ele não pode depender do tipo de avanço. Ele tem que saber fazer, porque precisa levar a medicina para toda a população", salienta.
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Também professor titular da Ufrgs, ele conta que faz questão de explicar aos alunos que o médico tem um papel social importante, na medida em que ele encara a medicina como um benefício aos seus pacientes. No entanto, admite os obstáculos. "A gente vê a dificuldade de infraestrutura, de hospitais, de leitos e de exames. É o grande desafio que já encontramos e vamos ainda encontrar. Acompanhar a evolução da profissão já é difícil, mas aqui, no Brasil, a gente encontra ainda mais uma dificuldade, que é a precariedade do serviço médico para a população", desabafa.
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