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Medicina e Saúde 2019

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Notícia da edição impressa de 18/10/2019. Alterada em 18/10 às 13h47min

Medicina como uma verdadeira missão de vida

Presidente do Cremers,Trindade enfatiza que profissional precisa, acima de tudo, gostar de gente

Presidente do Cremers,Trindade enfatiza que profissional precisa, acima de tudo, gostar de gente


MARCO QUINTANA/JC
Mantendo um papel fundamental na sociedade e presente em todos os momentos da vida das pessoas, os médicos são os profissionais responsáveis por cuidar e promover a saúde da população durante todo o ciclo da vida. Desde o nascimento até a morte, independentemente do estado de saúde de cada um, as consultas médicas tornam-se frequentes e fundamentais.
Eduardo Trindade, presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), salienta que a Medicina, apesar das suas dificuldades, é muito mais do que uma profissão. "É um curso que demanda muito, para o qual temos de dedicar os melhores anos das nossas vida às aulas, e sabendo que isso não vai ter fim. É graduação, residência, mestrado, doutorado e por aí vai. O médico sempre vai ter que sair da zona de conforto e buscar uma nova demanda. Tem que gostar do que faz e, acima de tudo, gostar de gente", ressalta.
Para conseguir atender com qualidade os pacientes, os médicos nunca param de estudar. A atualização precisa ser constante para acompanhar os avanços da ciência e as tecnologias. Segundo Trindade, cirurgião geral e do aparelho digestivo, as atualizações e novas técnicas sempre surgem, o que é desafiante. "Até o próprio paciente está lendo sobre o que irá acontecer com ele, então tu precisas saber interpretar e explicar a ele de forma clara", salienta.
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Apesar das dificuldades inerentes à função, para o dirigente do Cremers, a Medicina é uma grande realização e propicia momentos de trocas significativas. "A troca entre os pacientes e os médicos é mútua, pois, independentemente da fase da vida em que estão, eles (os pacientes) sempre marcam os profissionais", destaca o cirurgião.
Trindade enfatiza, ainda, o aprendizado que vem dos atendimentos, do contato e do cuidado com o outro. "Aprende-se muito com os pacientes. Não é só o médico que toca o paciente, nós sempre temos experiências que nos modificam. Constantemente, a gente vive situações que fazem a gente pensar", revela.
Especialmente para ele, esse exemplo da importância do contato e da relação com os pacientes veio literalmente de casa. Filho de pai médico e mãe dentista, desde pequeno, Trindade aprendeu muito sobre o mundo da saúde e a importância da empatia nos atendimentos e da dedicação à atividade. "Apesar da ausência, eu sabia que meu pai estava lá fazendo o bem, eu o via resolvendo os problemas dos pacientes. E, mesmo sem horário para vê-lo, era gratificante saber disso", relembra.

Profissionais em atuação concentram-se nas regiões mais desenvolvidas do Brasil

A última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada neste ano, mostrou que a população brasileira chegou a 210,1 milhões de habitantes. O novo resultado aponta uma alta de 0,79% em relação ao levantamento apresentado em 2018, que revelou uma população brasileira de 208,5 milhões de pessoas. Esse censo torna-se ainda mais significativo se pensarmos no número de profissionais da Medicina que seria necessário para atender adequadamente a esse contingente populacional.
Conforme o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Brasil conta com 466.135 médicos ativos, segundo números de outubro de 2017. Entre 2013 e 2018, um total de 98.006 médicos se inscreveram nos Conselhos Regionais de Medicina. No Rio Grande do Sul, houve um aumento de 17,66% nos registros nesse período.
Elaborada pela Universidade de São Paulo (USP), com apoio do CFM e do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), a pesquisa Demografia Médica 2018 mostrou que a grande concentração de profissionais está nas regiões mais desenvolvidas, nas capitais e no litoral. Por exemplo, o Sudeste é a região com maior razão de médicos por mil habitantes - 2,81 -, contra 1,16 no Norte e 1,41 no Nordeste. Somente o estado de São Paulo concentra 21,7% da população e 28% do total de médicos do País.
Já o estado que concentra o maior número de profissionais é o Distrito Federal, com 4,35 médicos por mil habitantes, seguido do Rio de Janeiro, com 3,55. Em contrapartida, o Maranhão mantém a menor razão entre as unidades federativas, com 0,87 médico por mil habitantes, seguido pelo Pará, com razão de 0,97.
Na Região Sul, o estudo apontou 68.430 profissionais atuando na Medicina. Destes, 28.931 no Rio Grande do Sul (dados de 2018). Ou seja, o estado gaúcho possui 2,56 médicos por mil habitantes. No entanto, segundo dados atualizados pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) ao longo de 2019, 31.026 médicos ativos estão registrados, sendo 14.340 deles na Capital.
A pesquisa também chama a atenção para a participação cada vez mais significativa da mulher dentro do contingente de profissionais. Os homens ainda são maioria entre os médicos, com 54,4% do total de profissionais, ficando as mulheres com uma representação de 45,6%. Apesar disso, a diferença está cada vez menor. Atualmente, o sexo feminino já predomina entre os médicos mais jovens, sendo 57,4%, no grupo até 29 anos, e 53,7%, na faixa entre 30 e 34 anos. Em 1910 e 1920, as mulheres representavam 22,3% e 21,5%, respectivamente. Nos anos seguintes, o número ainda baixou, chegando a 13% em 1960. A partir de 1970, entretanto, essa proporção tem crescido de modo constante, subindo para 23,5%, em 1980; 30,8%, em 1990; 35,8%, em 2000; e 39,9%, em 2010.
O estudo afirmou que a média de idade do conjunto dos médicos em atividade no Brasil tem caído ao longo dos anos. Atualmente, a idade média é de 45,4 anos. A tendência é resultado do aumento no número de novos médicos, em função da abertura de mais cursos de Medicina no País.
Entre as médicas, a idade média é de 42,8 anos. Para os homens, é de 47,6 anos. Em análise dos estados, em geral, os profissionais masculinos em atividade têm, em média, 4,8 anos a mais do que mulheres na atividade.
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