Porto Alegre, sexta-feira, 16 de outubro de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sexta-feira, 16 de outubro de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Hospitais no Estado

- Publicada em 00h00min, 08/10/2018.

Obras de ampliação do Hospital de Clínicas terminamem dezembro

Conforme o cronograma da instituição, a primeira área a ser ocupada é a nova emergência do hospital

Conforme o cronograma da instituição, a primeira área a ser ocupada é a nova emergência do hospital


CLÓVIS PRATES/DIVULGAÇÃO/JC
As obras de ampliação do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), iniciadas em junho de 2014, devem estar prontas em dezembro. Os atendimentos no local, segundo o diretor administrativo do HCPA, Jorge Bajerski, têm previsão para começar no segundo semestre de 2019. Isso porque, após a conclusão dos novos prédios, serão realizados testes de funcionamento em equipamentos, o que vai demorar entre dois e três meses. Em seguida, o foco será obter todas as licenças necessárias para habitar as novas instalações.
As obras de ampliação do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), iniciadas em junho de 2014, devem estar prontas em dezembro. Os atendimentos no local, segundo o diretor administrativo do HCPA, Jorge Bajerski, têm previsão para começar no segundo semestre de 2019. Isso porque, após a conclusão dos novos prédios, serão realizados testes de funcionamento em equipamentos, o que vai demorar entre dois e três meses. Em seguida, o foco será obter todas as licenças necessárias para habitar as novas instalações.
Conforme o cronograma, a primeira área a ser ocupada é a nova emergência. Não haverá aumento na capacidade de atendimento. Atualmente, o HCPA atende cerca de 130 adultos em sua emergência, embora a capacidade seja de 41 adultos, números que devem se manter após a migração. "Com um espaço físico bem maior do que o que temos hoje, vamos conseguir adequar os processo assistenciais de uma forma mais segura e respeitando uma série de normas do Ministério da Saúde e da Vigilância Sanitária. Essa é a principal vantagem", projeta Bajerski.
A migração de outros setores será realizada paulatinamente. Ainda em 2019, está prevista a mudança da recepção do ambulatório, áreas de fisioterapia, serviço social, áreas de pesquisa e ensino e da central de fornecimento de cópias de prontuários. Por fim, ficam o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e o bloco cirúrgico, pois são setores de transição mais complexa. Inicialmente, o número de leitos do CTI será mantido em 55, apesar das novas instalações permitirem a presença de 100 leitos. Tal ampliação ainda depende de verbas do governo federal para aquisição de equipamentos e contratação de pessoal.
Com isso, o processo deve estar finalizado em 2021. O investimento chega aos R$ 397 milhões e ampliará em 70% a área física do hospital. A emergência, por exemplo, passará de 1,7 mil metros quadrados para mais de 5 mil metros quadrados. "Infelizmente, não é possível entregar esse equipamento em uma única tacada devido à complexidade do processo de migração e da necessidade de investimentos adicionais para entrar em operação plena. Mas o Hospital de Clínicas vai entregar um equipamento de saúde de alta qualificação e tecnologia para a sociedade", afirma Bajerski.
Os investimentos adicionais, citados por Bajerski, estão sendo buscados junto ao governo federal e são da ordem de R$ 200 milhões. Em uma reunião com o Ministério do Planejamento, foi apresentado o esboço de necessidades. O objetivo é obter os recursos anualmente. Para o próximo ano, a direção do HCPA pretende concluir uma licitação para implantar um novo centro de esterilização de materiais, considerado essencial para transferir o bloco cirúrgico.
Além disso, os dois prédios em vias de finalização têm dois andares de subsolo com estacionamento. Trata-se de uma carência antiga da região onde o HCPA está localizado. A operação dessa área deve ser licitada a uma empresa especializada. Das 772 vagas criadas, metade será destinada ao público interno - médicos, professores, residentes, funcionários - e metade ao público externo - pacientes. No local, o fluxo de chegada e saída de ambulâncias será redesenhado para fluir mais rápido.

Sindihospa destaca investimentos em educação e pesquisa

Caderno Medicina e Saúde- Presidente do Sindihospa, Henri Siegert Chazan - Créditos Divulgação Sindihospa
Para Chazan, as instituições de saúde têm incorporado, cada vez mais, áreas de educação e pesquisa
SINDIHOSPA/DIVULGAÇÃO/JC
Mesmo em um período de recessão econômica e de crise financeira nos governos federal e estadual, os hospitais gaúchos têm passado por mudanças significativas. O Beneficiência Portuguesa, por exemplo, depois de correr o risco de fechar por problemas financeiros, foi reestruturado e reaberto sob administração da Associação Beneficente São Miguel. O Hospital de Clínicas deve finalizar suas obras de ampliação no fim do ano. Outros, como a Santa Casa e o Instituto do Cérebro, seguem investindo em novos projetos.
Para o presidente do Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa), Henri Siegert Chazan, as instituições de saúde têm incorporado, cada vez mais, áreas de educação e pesquisa. "Esse cenário consolida Porto Alegre como um centro de ciências da saúde, que busca prevenção e detecção precoce de diversas doenças", afirma. Conforme Chazan, as áreas de oncologia, cardiologia e neurologia são os principais exemplos quando pensamos em excelência em serviços e estrutura de saúde no Rio Grande do Sul.
"As estimativas de doenças mais prevalentes no nosso País fizeram com que as instituições de saúde aumentassem ainda mais os investimentos nestas áreas para atender a demanda, especialmente os altos índices de casos de câncer, acidente vascular cerebral e doenças cardíacas", destaca.
A Santa Casa, por exemplo, está finalizando as reformas para a inaugurar o Centro de Inovação. O espaço, com mais de 500 metros quadrados, é uma iniciativa em conjunto com a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e pretende ser um local para geração de ideias e soluções na área de saúde. Para isso, o objetivo é abrir o Centro para a instalação de startups envolvidas em projetos de saúde, bem como unidades de desenvolvimento e inovação de fornecedores e parceiros tecnológicos da Santa Casa.
Os desafios a serem enfrentados pelos empreendedores serão identificados no ambiente assistencial e no meio acadêmico. O cronograma prevê a conclusão das obras ainda no mês de outubro.
Comentários CORRIGIR TEXTO