Porto Alegre, quarta-feira, 17 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

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NUTRIÇÃO

Notícia da edição impressa de 18/10/2018. Alterada em 08/10 às 00h00min

Longevidade passa pelo prato

Para se chegar à maturidade com saúde é preciso cuidar da alimentação

Para se chegar à maturidade com saúde é preciso cuidar da alimentação


/MARCO QUINTANA/JC
É como se fosse um plano de aposentadoria: tem que começar a contribuir muito antes de receber. E, quando chegar o momento de sacar os valores depositados nessa conta imaginária da saúde, pouco importa em quanto tempo de dieta maluca você conseguiu perder cinco ou 10 quilos. Com a chegada da maturidade, o que realmente importa é o patrimônio de saúde que você acumulou, para que os novos hábitos e necessidades tornem o envelhecimento uma experiência tranquila e ativa.
"Quando o assunto é envelhecimento saudável, existe uma regra de ouro: quanto mais cedo a pessoa começa a se cuidar e a se preparar para a maturidade, melhor", afirma a nutricionista Patrícia Tonial, que tem mestrado em Envelhecimento Humano.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, é considerada idosa a pessoa com mais de 65 anos de idade. Já para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), idoso é quem tem mais de 60 anos. Tendo em conta o parâmetro do instituto nacional, o Brasil ganhou, de 2012 a 2017, quase 5 milhões de idosos, que já somam uma população de mais de 30 milhões de pessoas em todo o País. Ainda segundo o IBGE, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul são os estados com maior percentual de velhos - quase 20%.
A tendência de envelhecimento chama a atenção para a importância de se chegar à maturidade com saúde - o que passa, obrigatoriamente, pela nutrição. Controlar o peso, apostar em uma rotina saudável de alimentação, reduzindo o consumo de alimentos processados e industrializados, e praticar atividade física são, segundo Patrícia, os únicos caminhos para conquistar uma velhice saudável e ativa.
Quando a idade chega, a importância de uma nutrição adequada é ainda mais latente. Suscetíveis à perda de massa muscular e de densidade óssea, os idosos devem manter a alimentação variada e balanceada para evitar o emagrecimento excessivo, as quedas e até as fraturas. Suplementação de nutrientes nessa fase é uma opção, desde que acompanhada pelo médico e pelo nutricionista.
"Idosos também têm muitas particularidades que podem comprometer a alimentação, como alterações no olfato e no paladar por doenças ou medicação, ou até mesmo problemas de adaptação com a prótese dentária. Tudo isso deve ser observado, para que a saúde nutricional do idoso não fique comprometida", explica Patrícia.
Mesmo com as consequências do envelhecimento, comer pode - e deve - continuar sendo um prazer para a pessoa idosa, ainda que com limitações. O Manual de alimentação saudável para a pessoa idosa, publicado pelo Ministério da Saúde, ressalta a importância da socialização durante as refeições, tornando o momento de comer também uma troca de experiências e de relações. O objetivo é que o ato de comer seja rico em interação social, para que a pessoa se sinta sempre estimulada a saborear os alimentos para manter uma rotina saudável.
"Por isso é tão importante ter uma relação equilibrada com a comida desde cedo, combatendo as compulsões e os hábitos prejudiciais, praticando atividade física e investindo na qualidade da alimentação. Assim, é possível chegar à maturidade de bem com o prato", completa Patrícia.
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