Porto Alegre, sábado, 18 de julho de 2020.

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Opinião

- Publicada em 21h04min, 13/07/2020. Alterada em 21h03min, 13/07/2020.

Seguro: negócio em que satisfação de consumidores importa

Vitor Boaventura
O seguro é um serviço financeiro extremamente relevante. Ele proporciona o enfrentamento de riscos, a proteção do capital e a socialização de perdas. No Brasil, o mercado de seguros é concentrado, o que prejudica a competitividade entre as empresas, com impactos sobre a qualidade dos seguros, a sua precificação e, consequentemente, sobre o atendimento das expectativas dos segurados com o serviço. O seguro é indispensável para a celebração de muitos negócios jurídicos, e efetivamente obrigatório para outros.
O seguro é um serviço financeiro extremamente relevante. Ele proporciona o enfrentamento de riscos, a proteção do capital e a socialização de perdas. No Brasil, o mercado de seguros é concentrado, o que prejudica a competitividade entre as empresas, com impactos sobre a qualidade dos seguros, a sua precificação e, consequentemente, sobre o atendimento das expectativas dos segurados com o serviço. O seguro é indispensável para a celebração de muitos negócios jurídicos, e efetivamente obrigatório para outros.
Diante da demanda pelo seguro, por um lado, e da concentração da sua oferta, por outro, a satisfação do interesse dos consumidores, embora variável a ser considerada, parece passível de ser relativizada.
Esta é, no entanto, uma percepção equivocada. Pesquisa recente feita por notável consultoria internacional sobre o mercado do Reino Unido concluiu que a quebra de expectativa de pequenas e médias empresas acerca da cobertura securitária pelas perdas sofridas com a interrupção de atividades na pandemia da Covid-19 resultou não apenas na quebra da expectativa em relação ao seguro, mas na desistência em novamente contratar esse serviço para um quinto delas.
A conclusão do estudo também se reflete sobre outras realidades, como a dos Estados Unidos, onde segurados já batem às portas do Judiciário para garantir a coberturas negadas pelos seguradores, e certamente na realidade do Brasil, onde tensões e insatisfações já existentes dos segurados com o seguro podem se somar à novas frustrações durante a pandemia, criando-se assim quadro preocupante para o empreendimento segurador. Os seguros não fogem à regra geral, segundo a qual a opinião dos fregueses importa!
Advogado, sócio de ETAD - Ernesto Tzirulnik Advocacia
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