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Jornal do Comércio

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EXPONOTAS

Notícia da edição impressa de 30/08/2018. Alterada em 29/08 às 00h00min

Combate ao carrapato é tema de debate de veterinários na feira

A principal praga da pecuária de corte gaúcha foi tema de palestra ontem, promovida pelo Sindicato dos Médicos Veterinários do Estado do Rio Grande do Sul (Simvet/RS), na Expointer 2018. O painel "Programas de combate ao carrapato" detalhou os avanços do trabalho de resistência dos fazendeiros para controlar a infestação, que causa perdas bilionárias, no rebanho bovino.

Para o presidente do Conselho Técnico da Conexão Delta G, Bernardo Potter, o carrapato é um problema de ordem pública. "O parasita traz muitos prejuízos para o Rio Grande do Sul, em especial, porque nós temos as raças europeias que são extremamente suscetíveis a ele e, consequentemente, a principal doença transmitida pela praga que é a tristeza parasitária bovina", alerta.

De acordo com o palestrante do painel, as perdas diretas e indiretas são robustas para os fazendeiros, a indústria e os consumidores. "Com o aumento das lavouras na Metade Sul do Estado, por exemplo, onde está concentrada a pecuária de corte, diversas áreas ficam sem carrapato. Quando elas são retomadas para a atividade a praga infesta essas áreas causando muitos prejuízos. Entre eles, mortes e perda de peso nos animais e a tristeza parasitária bovina. O couro fica com valor mais baixo em função de ser picotado por causa da exposição ao carrapato. Já a carne com resíduos químicos para controlar a praga não alcança muitos mercados internacionais", explica.

Por conta disso, Potter defende a seleção genômica para a resistência dos bovinos à infestação dos carrapatos como uma solução para o problema. "Já temos identificadas linhagens, tanto de Hereford e Braford, com essa característica", afirma.

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