Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 30 de agosto de 2019.
Dia da Conscientização sobre a Esclerose Múltipla.

Jornal do Comércio

30/08/2019 - 18h01min.
Alterada em 30/08 às 18h01min
COMENTAR | CORRIGIR

Entidades cobram soluções para crise do arroz e do leite

Expointer 2019
Desfile dos campeões
Na foto: Carlos Joel da Silva

Expointer 2019 Desfile dos campeões Na foto: Carlos Joel da Silva


LUIZA PRADO/JC
Rafael Vigna
A crise do arroz e do leite foram destacadas ao longo da abertura oficial da 42ª Expointer, nesta sexta-feira (30). Os setores, por distintas razões, estão afundados em uma conjuntura de mercado que tem determinado o abandono da atividade por parte dos produtores. 
O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva, elevou o tom das cobranças e pediu auxílio imediato para solucionar o problema.
“Gostaríamos que a sociedade que depende da agricultura entendesse a importância do nosso agricultor. Gostaríamos que este respeito, por parte dos governos, viesse pelos atos. Estamos aqui vivenciando duas cadeias com problemas. Reconheço o esforço do Estado e do Governo Federal, mas temos problemas. Sabemos do trabalho da ministra da Agricultura (Tereza Cristina), mas isso não está sendo suficiente e precisamos sensibilizar o Ministério da Economia”, defendeu.
Levantamento da Fetag-RS indica que 34 mil produtores abandonaram a atividade de leite entre 2015 e 2019.
Nos anos recentes, a queda de unidades produtivas de arroz chega a 33%, passando de 9 mil para 6 mil unidades no território gaúcho. Neste aspecto, estimativas apontam que os preços são inferiores aos custos de produção há quatro anos pelo menos.
“Se não criarmos saída para o leite e o arroz, os produtores vão abandonar a atividade. Precisamos de uma solução e ela tem de ser rápida. Convoco a ministra, nosso governador, os deputados, senadores e as entidades para fazermos uma grande cruzada e encontrarmos a solução para estes setores”, conclamou Joel.
O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, corroborou o discurso. “Faço das palavras do Carlos Joel as minhas nas soluções que precisamos para a Metade Sul do Rio Grande do Sul onde está a lavoura e os produtores de arroz, que, mesmo tentando reciclar a produção com plantio de soja, ainda são afetados pelas intempéries. Isso tem deixado os produtores endividados”, disse Gedeão.
Tereza Cristina respondeu ao chamamento. “Carlos Joel, vamos achar juntos a solução para o leite, para o arroz, para a pecuária. O Ministério da Agricultura vai trabalhar com afinco para que tenhamos um melhor ambiente e com os mercados abertos aos nossos negócios. A crise é passageira em alguns setores, mas vamos chegar aonde queremos”, acredita a ministra.
O governador Eduardo Leite também comentou o assunto: “Sem dúvida nenhuma, algumas questões setoriais emergem durante a feira. É o caso do leite e do arroz. Mas a verdade é que maior apoio que nós, do governo, precisamos dar ao agronegócio é justamente dar espaço para quem empreende".
Leite disse que trabalha para a redução da burocracia e para revisar os códigos estaduais na área ambiental, "sem perdermos com compromisso com o meio ambiente, mas sim dando espaço para que se cumpram as regras e que estas regras sejam compatíveis com a capacidade de conciliação entre empreendedorismo e responsabilidade com o meio ambiente". 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia