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Porto Alegre, segunda-feira, 02 de setembro de 2019.
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Jornal do Comércio

Notícia da edição impressa de 02/09/2019.
Alterada em 02/09 às 03h00min
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Futuro da feira inclui mais debates, menos animais e melhor estrutura

Expointer vem se tornando, cada vez mais, um espaço para discussões de temas relativos aos segmentos do agronegócio

Expointer vem se tornando, cada vez mais, um espaço para discussões de temas relativos aos segmentos do agronegócio


/CLAITON DORNELLES/JC
Thiago Copetti

O futuro da Expointer e do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, deixaram, neste ano, rastros significativos do que virá pela frente. É fato que a feira tem cada vez menos animais e mais espaço para debates, fóruns e discussões sobre temas relevantes ao setor. Tanto que uma das pistas de leilões, a B, foi transformada em centro de eventos nesta edição. É certo, também, que o setor de máquinas, responsável pela maior parte dos negócios, requer mais área.

Neste ano, foram registrados 3.971 animais para ingresso no parque, queda de 6,5% sobre 2018 e de 15,6% sobre 2015, por exemplo, e quase a metade do que se chegou a registrar há alguns anos, quando esse número superava os 7 mil animais. Mas, ao contrário do que possa parecer, isso não significa desprestígio. É mais uma questão de custo e segurança. Trazer um animal ao parque tem riscos. Um produtor perdeu 10 bovinos em um acidente na estrada, neste ano, a caminho de Esteio, por exemplo. E exige cuidados amplos - da alimentação e do transporte aos tratadores que o acompanham. Colocar um exemplo dentro do parque, por nove dias, custa, em média, R$ 5 mil, segundo Francisco Schardong, presidente da Comissão de Exposições e Feiras da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), entidade que é uma das mantenedoras da estrutura do parque.

"A presença do gado de argola (de alta genética) diminuiu, sim, mas porque as cabanhas estão priorizando trazer apenas aqueles animais que realmente tem chance de ser um grande campeão", explica Schardong.

Nem todos os animais, no entanto, têm registrado queda na presença em Esteio. Os ovinos, por exemplo, ampliaram a presença desde 2016, quando 702 carneiros e ovelhas foram inscritos. Apesar de ser inferior aos 862 registros de 2016, a retomada dos ovinos no parque é concreta: alcançou 782 inscritos nesta edição, 10% acima de 2018. E aqui entra outra mudança prevista pela Farsul para a 43ª edição do evento.

"A ovinocultura é o que vem reagindo na pecuária, e vamos repensar o espaço desses animais para 2020, avançando sobre a área dos bovinos de argola (de alta genética)", destaca Schardong.

Outra área para a qual a Farsul antecipa que receberá investimentos em 2020 é no espaço de vendas do chamado boulevard, onde ficam os restaurantes e as lojas de mais alto padrão. Renovar essa parte nobre do parque, inclusive ampliando o horário de uso, também é uma das propostas de Leonardo Lamachia, presidente Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac).

"Também acho que podemos valorizar ainda mais o desfile dos campeões, que, nesta edição, já foi diferenciada. Assim como estudamos fazer a cobertura da pista de equinos, uma demanda antiga dos produtores, o que seria benéfico tanto para dias de muito sol como em dias de chuva", acrescenta Lamachia.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas, Claudio Bier, a principal demanda do setor, feita em pedido público ao governador Eduardo Leite, durante a cerimônia de abertura, é pela ampliação da área para exposição e vendas do setor. Bier diz que, além da necessidade de alguns fabricantes ampliarem seus espaços, há fila de espera de cerca de 135 empresas que querem ingressar na Expointer. "Tenho certeza que não se arrependerão, pois, se isso ocorrer, tenho certeza que, no ano que vem, teremos uma feira ainda maior do que esta", assegura Bier.

Governo quer melhorar a estrutura de acesso

No primeiro domingo da Expointer, dia 25 de agosto, a feira bateu recorde de público, com 92 mil pessoas no parque, e determinou algumas das prioridades da Secretaria da Agricultura para a edição de 2020. Uma delas é ampliar a área de estacionamento, que precisou ser fechado, apesar da capacidade para 8,6 mil veículos.

"Além de mais portões de acesso, para facilitar o ingresso por diferentes pontos, temos áreas do Estado no entorno que podem ser utilizadas para estacionamento. Mas, como é uma área de banhado, precisa ser aterrada e estruturada", explica Covatti.

A ideia também é ampliar o uso do parque com mais eventos ao longo do ano. Para isso, o governo irá buscar produtoras de shows e prefeituras que tragam novas atrações para o espaço. Outro plano é investir nas pistas de equinos e atrair mais rodeios a Esteio.

"O objetiva é dar vida ao parque após e além da Expointer, talvez com mais feiras de produtores, food trucks e eventos da comunidade em geral", destaca Covatti.

Outro projeto destacado por Covatti já começou com a instalação de um painel de energia fotovoltáica com 18 placas sobre o Pavilhão Internacional. Ainda em fase de testes, o projeto de ser ampliado nos próximos 12 meses. O modelo foi implantado em parceria com as empresas Desenvolt, Engesul e Globo Brasil, por regime de comodato (empréstimo).

Há 22 mil metros quadrados de área disponível sobre telhados de 31 estruturas físicas existentes no parque, e a economia gerada com o sistema poderá alcançar R$ 500 mil mensais para os cofres do Estado, quando todo o projeto estiver concluído, calcula Gabriel Fogaça, diretor administrativo da Secretaria da Agricultura.

"A energia gerada e não consumida irá para um banco cumulativo e poderá ser abatida de escolas e postos de saúde, por exemplo, reduzindo gastos com energia elétrica", explica Fogaça.

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