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expodireto

- Publicada em 10 de Março de 2022 às 19:01

Estiagem não afeta venda de máquinas na Expodireto

Apesar da quebra de safra, crescimento da profissionalização no campo motiva compras

Apesar da quebra de safra, crescimento da profissionalização no campo motiva compras


RAMIRO FURQUIM/DIVULGAÇÃO/JC
Diego Nuñez
Diego Nunez, de Não-Me-Toque
Diego Nunez, de Não-Me-Toque
A estiagem trouxe problemas financeiros para produtores rurais em diversas partes do Rio Grande do Sul. A perda de rentabilidade dos produtores, porém, não atrapalhou o desempenho da venda de máquinas agrícolas na Expodireto.
Diversas marcas com estandes espalhados pelo parque em Não-Me-Toque se mostraram otimistas com o resultado final da feira. A expectativa é refletida pelo presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier. 
“Andamos por toda a feira e todo mundo está muito satisfeito. O sentimento é de otimismo. Apesar da estiagem, tem muita zona que vai colher bastante soja, principalmente entre a Região Metropolitana de Porto Alegre e o Litoral Norte. Mesmo lá em cima (norte e noroeste, região bastante atingida pela seca), tiveram lugares que choveu e a soja reage bem", afirmou Bier.
Como a quebra de grãos foi grande, os preços também avançaram de patamar. Portanto, com pouca oferta, quem conseguiu colher deve se capitalizar bem ao final desta safra de verão. É esse o produtor que procurou investir e modernizar seus equipamentos de produção.
Há marcas que, inclusive, melhoraram o número de vendas em relação à última feira, realizada em 2020, antes do início da pandemia no Brasil. É o caso da Valtra. "Viemos com uma expectativa positiva que está se confirmando. Os números estão até melhores que em 2020. O ticket médio do consumidor está aumentando. A gente tinha apreensões no início, pelas regiões que tiveram frustração de produção, mas a safra do ano passado (2020/2021) foi muito boa e o preço das commodities está alto, então o produtor vem capitalizado”, relata Alexandre Vinícius de Assis, diretor de vendas da Valtra.
A previsão da LS Tractor também é de superar os números da última Expodireto. “Nossas vendas, em unidades, vão ser em torno de 15% a 20% maiores do que em 2020. Pelos números, até agora, acredito que vamos bater tranquilamente a meta. A movimentação do estande está bastante grande”, afirma Astor Kailpp, gerente de marketing e vendas da LS Tractor.
Mesmo sem revelar os números, a Massey Ferguson teve uma feira positiva até esta quinta-feira, véspera de encerramento da Expodireto. “A gente voltou como se não tivéssemos parado. Essa feira foi um sucesso. O perfil do produtor agrícola, mesmo da agricultura familiar, está mais profissionalizado. A gente percebe um produtor na Expodireto muito mais interessado em soluções tecnológicas que aumentem sua produtividade”, comenta Moisés Oliveira, coordenador de vendas Massey Ferguson.
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